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Delegado baleado na megaoperação no Rio tem perna amputada

Delegado Bernardo Leal segue em estado grave após confronto em ação contra o Comando Vermelho.

Por Redação
REDAÇÃO

31/10/2025 • 09:06 • Atualizado em 31/10/2025 • 09:06

Delegado baleado em operação no Rio tem perna amputada

Delegado baleado em operação no Rio tem perna amputada

© Eusébio Gomes/TV Brasil

Um dos policiais feridos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro segue internado em estado grave. O delegado Bernardo Leal, adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, teve a perna amputada após ser baleado na coxa, na região da artéria femoral, durante os confrontos ocorridos nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense.

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A informação foi confirmada nesta quinta-feira (30). Leal permanece internado em um hospital particular na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde recebe acompanhamento intensivo. Seu quadro clínico é considerado grave e inspira cuidados.

Enquanto isso, o Instituto Médico Legal (IML) do Rio iniciou a liberação dos corpos das vítimas da mesma operação. De acordo com fontes da Polícia Civil, mais da metade dos corpos encaminhados já passou por exames de necropsia. Parte das vítimas já foi liberada para retirada pelas famílias.

O governo federal deve enviar peritos da Polícia Federal ao Rio para reforçar os trabalhos de investigação e perícia ligados à operação. A medida busca dar maior celeridade e transparência à apuração das circunstâncias que levaram aos confrontos e às mortes registradas.

O esquema especial de segurança e investigação segue em andamento, sem prazo definido para ser encerrado. A operação, que mobilizou diversas forças de segurança estaduais e federais, teve como alvo núcleos de comando e logística do Comando Vermelho, organização criminosa que atua nas comunidades da Penha e do Alemão.

Segundo as autoridades, a ação foi planejada como parte de um esforço conjunto para retomar o controle territorial em áreas dominadas pelo tráfico de drogas e por grupos armados. No entanto, a escalada de violência e o número de mortos geraram críticas de entidades de direitos humanos e acenderam o debate sobre a letalidade policial no estado do Rio de Janeiro.

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