
Deolane Bezerra
Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil detalhou nesta quinta-feira (21) como a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra ingressou no radar das autoridades na investigação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Presa nas primeiras horas do dia em sua residência no bairro de Tamboré, na Grande São Paulo, ela é formalmente acusada de atuar no núcleo financeiro da facção. O delegado Edmar Capavós, um dos investigadores à frente do caso, explicou o passo a passo que ligou a empresária ao esquema criminoso. As evidências colhidas revelaram um cenário financeiro classificado pelo policial como um "oceano de lavagem de dinheiro".
O celular apreendido em Presidente Venceslau
A entrada de Deolane Bezerra no escopo do inquérito ocorreu a partir de diligências realizadas no interior paulista. O delegado Edmar Capavós relatou que o nome da influenciadora surgiu na investigação após a apreensão de um aparelho celular. O dispositivo pertencia a um casal investigado que residia na cidade de Presidente Venceslau. Segundo os levantamentos da polícia, esse casal gerenciava uma transportadora de fachada, empresa utilizada para escoar os recursos ilícitos da organização criminosa. A perícia técnica realizada no telefone apreendido tornou-se o ponto de virada para rastrear o caminho do dinheiro.
Transferências bancárias e comprovantes
A extração minuciosa dos dados contidos no dispositivo móvel revelou a ligação direta entre a transportadora do crime e a influenciadora digital. Capavós pontuou que os investigadores localizaram diversos registros de transferências bancárias realizadas pela empresa de fachada em favor de Deolane Bezerra. Além dos registros de transações nos aplicativos, os próprios comprovantes bancários dessas remessas financeiras estavam armazenados na memória do telefone celular periciado.
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