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Brasil

Prisão de Deolane resgata histórico policial da influenciadora; relembre

Acusada de lavar dinheiro para a facção, influenciadora acumula prisões anteriores e vê apoio político na campanha de 2022 repercutir.

3 min

21/05/2026 09:09 • Atualizado há 157 dias

Prisão de Deolane resgata histórico policial da influenciadora; relembre

A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21), resgata não apenas o seu histórico de problemas com a Justiça, mas também episódios de sua trajetória pública que agora ganham nova repercussão. Detida em Tamboré, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, ela é acusada de atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Histórico nas páginas policiais e elo político

Deolane Bezerra já é uma figura conhecida das páginas policiais. A influenciadora foi alvo de outras operações e chegou a ser presa em oportunidades anteriores, conseguindo na Justiça o direito de responder em liberdade. No entanto, o atual inquérito aponta para uma ligação direta e estrutural com a engrenagem financeira do crime organizado, configurando um cenário jurídico consideravelmente mais grave do que os enfrentados por ela no passado.

A notoriedade da investigada e o peso das acusações atuais reacenderam o escrutínio sobre suas movimentações públicas fora do escopo do entretenimento. Em 2022, durante a campanha eleitoral, Deolane declarou apoio público à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.

Na época, a influenciadora registrou o encontro em fotografias, incluindo uma imagem em que o atual presidente beija a sua testa. O material, amplamente divulgado por ela mesma em suas redes sociais na ocasião, voltou a circular e a ganhar destaque no debate público neste exato momento, em que a advogada é formalmente acusada pelo Ministério Público de operar o caixa clandestino do PCC.

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Retorno da Itália e captura em Tamboré

A captura da influenciadora envolveu ações de monitoramento internacional. Deolane estava na Itália e quase foi detida pelas autoridades daquele país, pois o seu nome havia sido incluído na difusão vermelha da Interpol.

A empresária conseguiu embarcar para o Brasil. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, seguiu para a sua residência no bairro de Tamboré. Uma operação baseada em informações de inteligência foi montada de forma ágil para garantir o cumprimento do mandado antes que houvesse qualquer tentativa de fuga.

Transferências para a família de Marcola

O foco da investigação estadual recai sobre o papel da influenciadora na ocultação de bens da facção. As apurações indicam que Deolane utilizava suas contas bancárias pessoais para transferir altos valores a uma transportadora de cargas. Essa empresa, de acordo com as autoridades, atuava como o núcleo de lavagem de dinheiro destinado especificamente à família de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC.

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Além de Deolane, a operação visa o círculo familiar do chefe da facção. Mandados foram expedidos contra Alejandro Camacho Jr. e Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, respectivamente irmão e sobrinho de Marcola. O próprio líder do grupo, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo de um novo mandado nesta ação.

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