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Prisão de Deolane resgata histórico policial da influenciadora; relembre

Acusada de lavar dinheiro para a facção, influenciadora acumula prisões anteriores e vê apoio político na campanha de 2022 repercutir.

Por Redação
REDAÇÃO

21/05/2026 • 09:09 • Atualizado em 21/05/2026 • 09:47

Deolane Bezerra posta foto no Instagram depois da prisão domiciliar

Deolane Bezerra posta foto no Instagram depois da prisão domiciliar

reprodução/Instagram

Resumo

A prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra ocorreu durante operação da Polícia Civil e Ministério Público, em Tamboré, Grande São Paulo, com acusação de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e reabriu discussões sobre seu histórico judicial e atuação pública.

O envolvimento direto de Deolane com o esquema financeiro do crime organizado é apontado como mais grave do que suas acusações anteriores, reacendendo debates sobre sua notoriedade, inclusive em razão de seu apoio público ao presidente Lula, registrado em fotos que voltaram a circular após sua detenção.

O monitoramento internacional levou à inclusão de Deolane na difusão vermelha da Interpol, resultando em sua prisão no Brasil após retorno da Itália, com foco das investigações nas transferências de grandes valores para uma transportadora de cargas utilizada na lavagem de dinheiro para a família de Marcola, líder do PCC, e também envolvendo familiares do chefe da facção.

A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21), resgata não apenas o seu histórico de problemas com a Justiça, mas também episódios de sua trajetória pública que agora ganham nova repercussão. Detida em Tamboré, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, ela é acusada de atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Histórico nas páginas policiais e elo político

Deolane Bezerra já é uma figura conhecida das páginas policiais. A influenciadora foi alvo de outras operações e chegou a ser presa em oportunidades anteriores, conseguindo na Justiça o direito de responder em liberdade. No entanto, o atual inquérito aponta para uma ligação direta e estrutural com a engrenagem financeira do crime organizado, configurando um cenário jurídico consideravelmente mais grave do que os enfrentados por ela no passado.

A notoriedade da investigada e o peso das acusações atuais reacenderam o escrutínio sobre suas movimentações públicas fora do escopo do entretenimento. Em 2022, durante a campanha eleitoral, Deolane declarou apoio público à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.

Na época, a influenciadora registrou o encontro em fotografias, incluindo uma imagem em que o atual presidente beija a sua testa. O material, amplamente divulgado por ela mesma em suas redes sociais na ocasião, voltou a circular e a ganhar destaque no debate público neste exato momento, em que a advogada é formalmente acusada pelo Ministério Público de operar o caixa clandestino do PCC.

Retorno da Itália e captura em Tamboré

A captura da influenciadora envolveu ações de monitoramento internacional. Deolane estava na Itália e quase foi detida pelas autoridades daquele país, pois o seu nome havia sido incluído na difusão vermelha da Interpol.

A empresária conseguiu embarcar para o Brasil. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, seguiu para a sua residência no bairro de Tamboré. Uma operação baseada em informações de inteligência foi montada de forma ágil para garantir o cumprimento do mandado antes que houvesse qualquer tentativa de fuga.

Transferências para a família de Marcola

O foco da investigação estadual recai sobre o papel da influenciadora na ocultação de bens da facção. As apurações indicam que Deolane utilizava suas contas bancárias pessoais para transferir altos valores a uma transportadora de cargas. Essa empresa, de acordo com as autoridades, atuava como o núcleo de lavagem de dinheiro destinado especificamente à família de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC.

Além de Deolane, a operação visa o círculo familiar do chefe da facção. Mandados foram expedidos contra Alejandro Camacho Jr. e Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, respectivamente irmão e sobrinho de Marcola. O próprio líder do grupo, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo de um novo mandado nesta ação.

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