Um dia após uma forte explosão abrir uma cratera na Rua da Consolação, uma das vias mais importantes do centro de São Paulo, a causa do incidente permanece desconhecida. Um motorista de aplicativo e sua passageira, que estavam parando o veículo ao lado do momento exato da explosão, saíram ilesos.

Cratera na Rua da Consolação após explosão (Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo)
O evento, ocorrido na noite de domingo, mobilizou equipes da prefeitura, Enel e Comgás, mas até a manhã desta segunda-feira (2), nenhuma das empresas assumiu a responsabilidade ou apresentou uma explicação conclusiva para o ocorrido. A demora na identificação da origem do problema gera incerteza e prolonga os transtornos para quem circula pela região.
A Comgás, concessionária de gás, foi a primeira a se manifestar, afirmando em nota que não houve vazamento em sua rede que pudesse ter causado a explosão.
A Enel, responsável pelo fornecimento de energia elétrica, alega que a explosão não afetou o fornecimento de energia na região, e que a companhia desligou a luz, de maneira preventiva por segurança. A empresa disse que funcionários inspecionaram o local, pouco antes do acidente após chamados registrados sobre a presença de fumaça e aquecimento do piso.
A situação se tornou ainda mais complexa quando, durante os trabalhos de apuração no local, foi detectada uma "presença de gás acima do comum" na área da cratera. Esse novo achado forçou a interdição do perímetro imediato, impedindo que os próprios funcionários da Enel pudessem trabalhar com segurança, e exigiu que a Comgás fosse novamente acionada para averiguar a possibilidade de um novo vazamento.
O impacto no trânsito é severo. No sentido da Avenida Paulista, três das quatro faixas da Rua da Consolação estão interditadas, com apenas o corredor de ônibus liberado para transporte público e veículos de emergência. Todo o restante do tráfego está sendo desviado para a Rua Maceió, o que transformou a região em um nó de congestionamento.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) reporta lentidão desde a Rua Caio Prado. Além dos danos no asfalto, há a preocupação com uma tubulação de águas pluviais que passa sob o local e possivelmente foi danificada, o que exigirá obras adicionais da subprefeitura da Sé.
A perspectiva é de que os trabalhos de reparo sejam complexos e demorados, devendo se estender pelos próximos dias.
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