
Mojtaba Khamenei, Líder Supremo do Irã
Reuters
Em meio ao caos de um conflito que se arrasta por 39 dias, duas frentes de instabilidade — uma de inteligência e outra diplomática — adicionam novas e perigosas camadas de incerteza ao futuro do Irã e de todo o Oriente Médio.
De um lado, uma revelação do jornal britânico The Times adiciona uma nova camada de incerteza: o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria inconsciente e incapacitado para o trabalho desde a morte de seu pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A informação sugere que, por mais de um mês, o país pode estar operando sem seu comandante máximo em plena capacidade. A reportagem vai além, afirmando que tanto os serviços de inteligência dos Estados Unidos quanto de Israel teriam conhecimento da localização exata onde Mojtaba recebe cuidados médicos, na cidade sagrada de Qom, tornando-o um alvo vulnerável.
Do outro lado, no palco da diplomacia global, o esforço para encontrar uma saída negociada esbarra em um muro. O Conselho de Segurança da ONU se prepara para votar hoje uma resolução para desbloquear o estratégico Estreito de Ormuz. No entanto, a proposta já chega enfraquecida. O plano original, defendido pelos Estados Unidos e seus aliados do Golfo, que previa a autorização para "utilizar todos os meios necessários" — um eufemismo diplomático para o uso da força militar —, foi prontamente barrado pela oposição de três membros permanentes: França, China e Rússia.
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