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Lula gera dúvida sobre sua candidatura em 2026: "Ainda não decidi"

Para o jornalista Cláudio Humberto, declaração de Lula sobre 2026 é jogada para testar aliados; ao mesmo tempo, presidente demonstra "exaustão" e sente falta de antigos conselheiros.

Por Redação
REDAÇÃO

09/04/2026 • 10:15 • Atualizado em 09/04/2026 • 10:15

Cláudio Humberto
Lula

Lula

JEON HEON-KYUN/Pool via REUTERS

Uma recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual expressou incerteza sobre sua candidatura à reeleição em 2026, foi recebida com forte ceticismo em Brasília. Para o jornalista Cláudio Humberto, a fala é "tão autêntica quanto uma nota de R$ 3,00" e deve ser interpretada como uma manobra política, e não como uma dúvida real.

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Segundo Humberto, a declaração de que precisaria da aprovação do PT para concorrer é "falsa". "O PT é Lula. O Lula não precisa da aprovação do PT para absolutamente nada. O PT cumpre as ordens do Lula, sempre foi assim", analisa o jornalista. Ele acredita que a fala foi uma "jogada" para causar reação e fazer com que os aliados reafirmem seu apoio, reforçando sua posição. Humberto recorda que, ao longo de mais de 40 anos, Lula sempre agiu para "sufocar lideranças que eventualmente rivalizem com ele", não permitindo o surgimento de outra liderança que não seja a reafirmação da sua própria.

Apesar de considerar a candidatura como certa, Cláudio Humberto aponta que Lula tem demonstrado sinais claros de "uma certa exaustão" durante seu terceiro mandato. "Se as pesquisas apontam uma fadiga de material do próprio Lula perante os seus eleitores, ele também dá demonstrações de fadiga", observa.

Essa exaustão, segundo o jornalista, se manifesta na mudança de seu estilo de governar. O "Lula 1 e 2" era dedicado ao "varejão" da política, recebendo deputados e senadores para conversas e encontros informais. "Esse tipo de coisa ele já não faz", afirma Humberto.

Outro fator crucial para essa mudança é a ausência de conselheiros que Lula respeitava e que o ajudavam a refletir. "Com todos os problemas que tiveram, esse papel era desempenhado pelo saudoso Luiz Gushiken, também pelo ex-ministro José Dirceu e pelo ex-ministro Antônio Palocci. Só esses três Lula respeitou ao longo de sua vida", relembra Humberto. Ele conclui que, sem essas figuras que "tinham uma certa autoridade sobre ele", o presidente fica mais isolado, o que contribui para a "certa exaustão que ele demonstra".

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