O cenário geopolítico mundial atingiu um ponto de tensão crítica nesta terça-feira, 7 de abril, no 39º dia de conflito e data final do ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra completamente o Estreito de Ormuz. Com o preço do petróleo novamente se aproximando da marca de 110 dólares por barril, a aparente ausência de qualquer possibilidade de rendição por parte de Teerã alimenta temores de uma escalada militar de consequências imprevisíveis.
Em uma nova demonstração de força, Trump reiterou nesta segunda-feira que, se suas condições não forem aceitas até a meia-noite, ele não hesitará em "aniquilar as centrais elétricas e as pontes do Irã". Questionado se a ação não configuraria um crime de guerra, o líder americano afirmou não estar preocupado, voltando a insultar os iranianos, a quem chamou de "animais". As ameaças, que se somam a um ultimato já adiado três vezes, têm inflamado a população local, unindo até mesmo opositores do regime dos aiatolás contra a agressão externa.
A resposta iraniana tem sido igualmente desafiadora. O governo afirma que está pronto para usar a população civil como "escudo humano" para proteger sua infraestrutura e que mais de 14 milhões de cidadãos já teriam se alistado, dispostos a "dar a vida pela pátria". A retórica se materializa em ação: fortíssimos bombardeios foram registrados em Teerã e outras cidades na madrugada, enquanto o país segue lançando mísseis contra Israel e nações do Golfo. Um ataque iraniano na manhã de hoje deixou uma instalação petroquímica em chamas na Arábia Saudita, que, por sua vez, fechou a ponte que a liga ao Bahrein por receio de novos ataques.
Guerra se Alastra e Revelações Chocam
O conflito já transbordou as fronteiras iranianas. O exército de Israel intensificou seus ataques, alertando a população do Irã para não utilizar trens nas próximas 24 horas, indicando que a infraestrutura ferroviária é o próximo alvo, após já ter mirado as indústrias petroquímica e siderúrgica. Ao mesmo tempo, Israel avança por terra no sul do Líbano, onde bombardeios já destruíram pontes e prédios, causando a morte de 1.500 pessoas e o deslocamento de mais de um milhão.
Em meio ao caos, uma revelação do jornal britânico The Times adiciona uma nova camada de incerteza: o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria inconsciente e incapacitado para o trabalho desde a morte de seu pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. Segundo a publicação, tanto americanos quanto israelenses saberiam sua localização exata.
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