Rádio Bandeirantes
Rádio Bandeirantes

Renan: "Classificação de PCC e CV como terroristas é quase indiferente"

Pré-candidato afirma que combate às facções depende da atuação do Estado brasileiro e critica reações políticas ao anúncio.

Da redação
DA REDAÇÃO

08/06/2026 • 10:40 • Atualizado em 08/06/2026 • 12:44

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, afirmou que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas tem impacto limitado no combate às facções criminosas.

Compartilhar

Durante entrevista, Renan avaliou que a medida pode contribuir para ampliar a percepção internacional sobre a gravidade do problema da criminalidade organizada no Brasil, mas argumentou que a solução depende principalmente da atuação das autoridades brasileiras.

Impacto limitado no combate às facções

Segundo Renan, a classificação das organizações criminosas como terroristas não altera de forma decisiva a capacidade operacional dos grupos.

Na avaliação do pré-candidato, o principal efeito da medida está na ampliação da cooperação internacional entre órgãos de segurança e inteligência.

Ele citou a possibilidade de fortalecimento de acordos entre instituições brasileiras e agências estrangeiras, mas ressaltou que a responsabilidade pelo enfrentamento ao crime organizado permanece com o Estado brasileiro.

Críticas à dependência de soluções externas

Renan também criticou a expectativa de que o envolvimento dos Estados Unidos possa representar uma solução direta para os problemas de segurança pública no Brasil.

Segundo ele, o combate ao PCC e ao Comando Vermelho exige ações conduzidas pelas autoridades nacionais, sem depender da intervenção de governos estrangeiros.

O pré-candidato afirmou que a atuação contra as facções deve ser liderada pelos órgãos brasileiros de segurança e investigação.

Ataques a Lula e Flávio Bolsonaro

Durante a entrevista, Renan criticou tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro ao comentar a repercussão da decisão internacional.

Segundo ele, o debate político em torno do tema acabou desviando a atenção das medidas práticas necessárias para enfrentar o crime organizado.

O pré-candidato também questionou a atuação de lideranças políticas na área de segurança pública e afirmou que a classificação das facções não representa, por si só, uma mudança efetiva no cenário da criminalidade.