
Lula
Reprodução: Mark Schiefelbein/AP
A nova pesquisa do Instituto Paraná, divulgada nesta quarta-feira (12), mostra que a reprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 50,9%, enquanto a aprovação está em 45,9%. Os dados confirmam uma tendência de queda iniciada após o auge em março, quando a aprovação chegou a 47,9%.
A avaliação da gestão Lula, segundo o levantamento, também se deteriorou. A soma de respostas “ótima” e “boa” é de 32,1%, enquanto 43,3% classificam o governo como “ruim” ou “péssimo”.
Para Murilo Hidalgo, presidente do Instituto Paraná, a reversão da tendência positiva ocorre por uma “quebra de narrativa” e pelo impacto da crise na segurança pública, em especial após a megaoperação no Rio de Janeiro. “Até agora, o presidente só perdeu com esse episódio. A segurança estava debaixo do tapete, agora é pauta central”, afirmou.
Nos cenários eleitorais de primeiro turno para 2026, Lula lidera, mas não consegue abrir vantagem significativa. Contra Jair Bolsonaro, aparece com 35,6% contra 32,1%. Em simulações com outros nomes da oposição, os números seguem próximos: Michele Bolsonaro tem 26%, Tarcísio de Freitas 23,2%, e Flávio Bolsonaro, 19,7%.
No segundo turno, o cenário é ainda mais apertado: Lula aparece empatado tecnicamente com Bolsonaro (43,7% a 43,1%), Michele (44,1% a 42,7%) e Tarcísio (43% a 41,8%). Apenas Flávio Bolsonaro apresenta desvantagem mais expressiva (Lula 45,4% x Flávio 38,6%).
Segundo Murilo Hidalgo, a eleição de 2026 caminha para ser novamente polarizada e decidida por margem estreita: “Vamos ter uma eleição de 52 a 48. O Brasil segue dividido e nenhum lado consegue romper essa barreira com folga”, avaliou.
Outro dado relevante é o índice de rejeição. Bolsonaro lidera com 50%, seguido por Lula com 48,6%, Michele com 47,9%, enquanto Tarcísio tem a menor rejeição: 38,8%. “Essa vantagem pode credenciá-lo como o nome mais competitivo da centro-direita”, observou Hidalgo.
Sobre os efeitos da COP30, o presidente do Paraná Pesquisas foi categórico: “Não vejo impacto nacional. Pode haver algum efeito regional no Pará, mas não vejo ganho eleitoral para o presidente até agora”.
A pesquisa também aponta que segurança pública e economia são hoje os temas mais sensíveis ao eleitorado. Segundo Hidalgo, o governo precisa apresentar resultados concretos, especialmente no que diz respeito ao preço dos alimentos e à economia do dia a dia. “Não adianta índice técnico. O que vale é a economia real, o que o brasileiro sente no supermercado”, concluiu.
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