
PMs mortos em operação no Rio são homenageados
REUTERS
Dois policiais militares mortos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro foram enterrados nesta quinta-feira (30). Cleiton Serafim Gonçalves, de 40 anos, e Eber Carvalho da Fonseca, de 39, ambos sargentos do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), receberam homenagens em cortejo realizado pelas ruas da capital fluminense.
Carros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros acompanharam os caixões, enquanto pétalas de flores foram lançadas de um helicóptero da PM. Familiares e colegas de farda prestaram as últimas homenagens aos agentes. Anderson Araújo, cunhado de Eber, destacou o legado deixado pelo policial. “Um marido dedicado, um pai amoroso. Quem conhece o Eber sabe o quão incrível ele é. Fica a saudade de um cara maravilhoso”, disse emocionado.
Ao todo, quatro policiais morreram e outros 13 ficaram feridos durante a operação, que ocorreu em áreas de mata entre os complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. Segundo as forças de segurança, a estratégia utilizada foi empurrar os criminosos da favela para a Serra da Misericórdia, onde outro grupo de agentes formava o chamado “Muro do BOPE”.
A tática já havia sido utilizada em 2010, durante a ocupação do Alemão, mas com resultados distintos.
O Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro segue com o trabalho de perícia e liberação dos corpos. Segundo a polícia, cerca de 100 corpos já foram examinados e 60 liberados para as famílias. A Defensoria Pública da União entrou na Justiça para acompanhar as perícias, e a Defensoria Pública do Estado pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para produzir laudos paralelos.
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