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Ronaldo Caiado propõe resgate do presidencialismo no Brasil

Pré-candidato à presidência defende diálogo entre chefes de Poderes, critica a postura do Congresso e alerta para risco de insurgência popular.

Por Redação
REDAÇÃO

22/05/2026 • 10:36 • Atualizado em 22/05/2026 • 11:32

Ronaldo Caiado

Ronaldo Caiado

Divulgação/Governo de Goiás

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, apontou a necessidade urgente de um "resgate do presidencialismo" como a principal saída para a grave crise institucional que atinge o Brasil. Em entrevista concedida à Rede Bandeirantes, nesta sexta-feira (22), o político delineou as diretrizes do que seria o seu plano de contenção para os atritos entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, caso seja eleito para ocupar o Palácio do Planalto.

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Segundo Caiado, o país vivencia hoje uma profunda "desordem institucional", caracterizada pela perda de foco de seus representantes e pelo distanciamento das reais necessidades de governança da população.

Com a bagagem de quem ocupou uma cadeira no Congresso Nacional por seis mandatos, divididos entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, Caiado direcionou críticas contundentes à atual postura do Legislativo. Para o pré-candidato, o Parlamento brasileiro tem negligenciado suas funções primordiais, que consistem em legislar sobre temas relevantes, fiscalizar as contas públicas e promover debates aprofundados.

Em vez disso, afirma que os parlamentares dedicam a maior parte de seu tempo à articulação de emendas impositivas e à aprovação apressada de pautas nos momentos finais das sessões, muitas vezes valendo-se do sistema de votação à distância. Na visão do ex-governador, essa dinâmica representa uma "total perda de função" e um flerte com o populismo, em detrimento da responsabilidade fiscal.

O pré-candidato traçou um panorama preocupante da saúde financeira do país, destacando a proporção alarmante da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e o que classificou como uma "gastança nunca vista". O impacto dessa condução econômica, argumenta, recai diretamente sobre a capacidade produtiva nacional.

Caiado descreve a atual conjuntura como uma espécie de "recuperação judicial" generalizada, que asfixia desde o pequeno prestador de serviços até o grande produtor rural e as empresas de diversos setores. O principal entrave, aponta, é a taxa de juros considerada extorsiva, que inviabiliza a geração de empregos e o desenvolvimento da economia real.

Diante desse diagnóstico, a estratégia proposta por Caiado para apaziguar a relação entre os Três Poderes passa pela restauração da autoridade e do papel do presidente. Ele defende que o chefe do Executivo deve possuir "autoridade moral" para governar com base no plano que foi chancelado pelas urnas.

A solução para os impasses institucionais, segundo ele, não reside no confronto ou em debates públicos acalorados, mas na articulação direta de alto nível. O pré-candidato propõe chamar os presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) para uma mesa de negociação institucional.

O objetivo seria realizar uma "radiografia real" da nação e exigir um esforço conjunto de austeridade, onde cada poder se comprometa a "cortar na carne" para equacionar os problemas nacionais.