
Caiado
Reprodução/Band
A segurança pública e o avanço do crime no Brasil foram os temas centrais da entrevista com o ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado. Na sabatina da Rede Bandeirantes, no Jornal Gente, ele criticou duramente a atuação do governo federal na área e explicou como funciona o modelo de prisões que implantou em seu estado.
O jornalista Cláudio Humberto questionou Caiado sobre escândalos recentes na política. Ele citou a prisão de Deolane Bezerra, influenciadora digital suspeita de lavagem de dinheiro, que teria ligações com a presidência da República, além de casos envolvendo senadores. Para o ex-governador, o Brasil vive hoje uma crise moral profunda. Ele defende que quem governa precisa dar o exemplo, e não apenas ficar no discurso.
Segundo Caiado, o governo tem sido muito tolerante com a corrupção, o que afasta o cidadão da política e passa a impressão de que o poder público é conivente com o erro. Caiado foi direto ao criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT).
Ele acusou o governo federal de sempre ter sido conivente com facções criminosas e de nunca tentar, de fato, retomar as áreas dominadas pelo crime. O ex-governador revelou que, no início do mandato de Lula, cobrou ações de Brasília e mostrou os resultados positivos alcançados na segurança em Goiás, mas não recebeu nenhum apoio.
Ele também chamou o recente plano nacional de combate ao crime organizado de "mentira", lembrando que o governo federal chegou a bloquear o dinheiro do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança Pública que deveria ir para os estados.
Quando perguntado se, caso eleito, adotaria medidas radicais contra o crime no Brasil, a exemplo do que fez o presidente Nayib Bukele em El Salvador, Caiado preferiu detalhar o método que já aplica em Goiás. O sistema, segundo ele, é dividido em duas frentes: rigor total para os chefões do crime e chance real de mudança para os detentos menores que querem se recuperar.
Nos presídios de segurança máxima, onde ficam os líderes das facções, ele garantiu que a regra é dura. Não há visita íntima, o monitoramento por câmeras e áudio é ininterrupto e até a conversa com advogados é gravada.
Por outro lado, há um foco forte em dar novas oportunidades para os presos que não chefiam o crime. Caiado contou que os presídios contam com galpões que funcionam como verdadeiras oficinas. Lá, os detentos podem estudar e aprender profissões em áreas como corte e costura, construção civil, mecânica e marcenaria.
Por fim, Ronaldo Caiado apontou as eleições de 2026 como o momento decisivo para o Brasil retomar o controle de suas instituições. Para ele, resolver a crise na segurança pública depende de eleger alguém com autoridade moral, capaz de sentar na cadeira de presidente e acabar com o que chamou de "parceria com o crime".
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