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“Ser vice de Flávio Bolsonaro nunca passou de especulação”, diz Zema

Pré-candidato do Novo à Presidência defende redução da maioridade penal, privatizações e critica alianças de Flávio Bolsonaro.

Por Redação
REDAÇÃO

25/05/2026 • 09:57 • Atualizado em 25/05/2026 • 10:12

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e BandNews TV, que manterá as críticas ao senador Flávio Bolsonaro após as revelações sobre a ligação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sabatina aconteceu nesta segunda-feira (25).

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Durante a conversa, Zema também apresentou propostas para segurança pública, economia, privatizações e endureceu o discurso contra o governo federal e o Supremo Tribunal Federal.

“Flávio Bolsonaro deve explicações”

Logo no início da entrevista, Zema reafirmou que ficou “indignado” ao saber das ligações atribuídas a Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.

Segundo ele, integrantes do Partido Novo foram surpreendidos pelo episódio, especialmente porque havia alianças eleitorais entre Novo e PL em diversos estados.

Nós fomos surpreendidos. Para mim foi uma decepção muito grande e, na minha opinião, ele deve explicações”, afirmou.

O pré-candidato também descartou qualquer possibilidade de compor chapa com Flávio Bolsonaro em 2026. Segundo Zema, a hipótese de ser vice do senador nunca passou de especulação política.

As declarações provocaram reações internas dentro do Novo, especialmente no diretório do Paraná. Apesar disso, o ex-governador minimizou as críticas e afirmou que não pretende alterar sua postura.

“Eu não idolatro ninguém, para mim só existe Deus no céu”, declarou.

Zema disse ainda que continuará criticando qualquer aproximação política com Daniel Vorcaro, a quem chamou de “o maior criminoso da história financeira do Brasil”.

Segurança pública e modelo de El Salvador

Ao falar sobre segurança pública, Zema afirmou que uma de suas prioridades, caso eleito presidente, será aumentar o rigor da legislação penal brasileira.

O ex-governador defendeu a redução da maioridade penal e classificou as atuais regras como permissivas com criminosos reincidentes.

“Eu quero que o custo do crime aumente muito no Brasil”, disse.

Durante a entrevista, Zema citou como referência o modelo de segurança implantado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele. Segundo ele, o país conseguiu reduzir em 99% os índices de homicídio em quatro anos.

O pré-candidato defendeu que integrantes de facções criminosas sejam classificados como terroristas e cumpram penas mínimas de 25 anos sem benefícios.

“Quando o custo do crime aumenta, a criminalidade diminui”, afirmou.

Ataques ao STF e críticas a ministros

Outro tema abordado na entrevista foi o Supremo Tribunal Federal. Zema afirmou que a Corte deixou de atuar como instituição moderadora e passou a contribuir para a tensão política no país.

“Hoje o Supremo se transformou num incendiário, um bombeiro que vai e coloca gasolina”, declarou.

O ex-governador criticou episódios envolvendo ministros do STF, incluindo contratos milionários ligados a familiares e o uso de aeronaves privadas de Daniel Vorcaro.

Críticas ao governo Lula

Durante a entrevista, Zema classificou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “populista” e afirmou que programas sociais e medidas econômicas recentes não resolvem os problemas estruturais do país.

Segundo ele, o alto endividamento das famílias brasileiras seria consequência da política fiscal do governo federal e dos juros elevados.

“O brasileiro hoje está super endividado devido à gastança do Lula e do PT”, afirmou.

Ao comentar o programa Desenrola, Zema disse que o Brasil precisa aumentar renda e produtividade, e não depender continuamente de renegociações de dívida e programas assistenciais.

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