Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o promotor de justiça Lincoln Gakiya detalhou a estrutura do PCC responsável por planejar e executar atentados contra autoridades.
Segundo Gakiya, que era um dos alvos do plano frustrado pela Operação Recon, as ordens partiram diretamente da "cúpula" da facção e eram coordenadas por um grupo conhecido como "sintonia restrita".
O promotor explicou que a descoberta do plano de assassinato, que também incluía o coordenador de presídios Roberto Medina, foi possível após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos com membros do PCC. O conteúdo revelou a sofisticação e a ousadia da organização criminosa.
Mapeamento meticuloso: como o PCC vigiava seus alvos
A investigação mostrou que o PCC não poupa recursos para monitorar seus alvos. Lincoln Gakiya descreveu um verdadeiro trabalho de inteligência realizado pelos criminosos, que incluía:
- Filmagens completas do trajeto das autoridades, como o percurso de casa para o trabalho.
- Levantamento de rotinas, incluindo horários e locais frequentados, como academias.
- Pontos geo-referenciados para identificar locais estratégicos para possíveis emboscadas.
- Vigilância da residência e do local de trabalho das vítimas.
"Conheciam meu trajeto de casa para o trabalho", afirmou Gakiya, ressaltando o nível de detalhamento do plano. Essa metodologia de vigilância foi crucial para o assassinato do delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, também alvo da mesma ordem da facção.
"O PCC é a primeira máfia do Brasil", declarou, argumentando que a organização criminosa já se infiltrou no Estado e na economia formal.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


