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Sintonia Restrita: Gakiya detalha grupo do PCC que executa assassinatos de autoridades

O promotor explicou que a descoberta do plano de assassinato, que também incluía o coordenador de presídios Roberto Medina, foi possível após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 18:20 • Atualizado em 24/10/2025 • 18:20

Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o promotor de justiça Lincoln Gakiya detalhou a estrutura do PCC responsável por planejar e executar atentados contra autoridades.

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Segundo Gakiya, que era um dos alvos do plano frustrado pela Operação Recon, as ordens partiram diretamente da "cúpula" da facção e eram coordenadas por um grupo conhecido como "sintonia restrita".

O promotor explicou que a descoberta do plano de assassinato, que também incluía o coordenador de presídios Roberto Medina, foi possível após a análise de dados extraídos de celulares apreendidos com membros do PCC. O conteúdo revelou a sofisticação e a ousadia da organização criminosa.

Mapeamento meticuloso: como o PCC vigiava seus alvos

A investigação mostrou que o PCC não poupa recursos para monitorar seus alvos. Lincoln Gakiya descreveu um verdadeiro trabalho de inteligência realizado pelos criminosos, que incluía:

  • Filmagens completas do trajeto das autoridades, como o percurso de casa para o trabalho.
  • Levantamento de rotinas, incluindo horários e locais frequentados, como academias.
  • Pontos geo-referenciados para identificar locais estratégicos para possíveis emboscadas.
  • Vigilância da residência e do local de trabalho das vítimas.

"Conheciam meu trajeto de casa para o trabalho", afirmou Gakiya, ressaltando o nível de detalhamento do plano. Essa metodologia de vigilância foi crucial para o assassinato do delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, também alvo da mesma ordem da facção.

Para o promotor, que atua há mais de 30 anos no combate ao crime, a estrutura e a capacidade de intimidação da facção a elevam a outro patamar.

"O PCC é a primeira máfia do Brasil", declarou, argumentando que a organização criminosa já se infiltrou no Estado e na economia formal.

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