
Supremo Tribunal Federal
Reprodução: Wilton Júnior - Estadão
O futuro político do Rio de Janeiro estará nas mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira. Em uma sessão presencial, a Corte decidirá o formato da eleição que escolherá o novo governador do estado para um mandato-tampão até o final do ano. A decisão pode levar à maior eleição suplementar já realizada no país.
A principal questão a ser definida é se a escolha será feita por eleições diretas, convocando cerca de 13 milhões de eleitores fluminenses às urnas, ou por eleições indiretas, nas quais a decisão caberia à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) aguarda a definição com atenção máxima. Caso o STF opte pelo voto popular, a Justiça Eleitoral terá o desafio logístico de organizar um pleito de enorme magnitude fora do calendário regular. O estado do Rio de Janeiro nunca realizou uma eleição suplementar direta para governador, o que torna a possível votação um evento sem precedentes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já possui um cronograma com datas reservadas anualmente para a realização de eleições suplementares em todo o país. Se os ministros do STF determinarem a eleição direta, cinco datas já estariam disponíveis. As mais próximas são o dia 12 de abril, ainda neste mês, e o dia 17 de maio.
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