
Fernando Haddad, ministro da Fazendo
abio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (7) que está confiante sobre as negociações com os Estados Unidos após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Ao ser questionado pela jornalista Ana Paula Rodrigues, da Rádio Bandeirantes, sobre Donald Trump ter designado o secretário de Estado, Marco Rubio, para coordenar as negociações com o governo brasileiro, Fernando Haddad declarou a diplomacia brasileira é uma “das melhores do mundo” e saberá conduzir as tratativas de forma eficiente.
“Estamos tão confiantes no nosso argumento, que entendemos que eles vão se fazer valer pela diplomacia brasileira, que é uma das melhores do mundo. O Itamaraty é reconhecidamente um órgão ultraprofissional, com gente qualificada, isso é histórico no Brasil”, disse Fernando Haddad, em entrevista ao programa 'Bom dia, Ministro', da EBC.
Para Haddad, os papeis dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento é oferecer os melhores argumentos econômicos. Na visão de Haddad, os norte-americanos também estão sendo afetados pelo tarifaço.
“O povo dos Estados Unidos também está sofrendo com o tarifaço. Eles estão com o café da manhã mais caro, café mais caro, carne mais cara. Eles vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo da indústria. Eles estão notando que as medidas mais prejudicaram do que favoreceram os EUA", declarou o ministro da Fazenda.
Para Fernando Haddad, a estratégia adotada pelo presidente Lula vai render “os melhores frutos para o Brasil”.
"Independentemente de quem seja designado para negociar em nome do governo dos Estados Unidos, a diplomacia brasileira, com os argumentos que tem, vai saber superar esse momento, que foi um equívoco muito grande, muito mais com base em desinformação do que propriamente com base na realidade dos fatos. Os fatos são muito favoráveis à parceria, em todos os aspectos, inclusive no que concerne em vantagens que os EUA têm em estabelecer relações com o Brasil", finalizou Haddad.
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