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Troca de cloro pode ter causado gás tóxico em piscina de academia; entenda

Delegado Alexandre Bento detalhou o depoimento do funcionário responsável pela limpeza da piscina, e apontou que a mistura inadequada de produtos químicos é a principal hipótese para a emissão de gases tóxicos

GUILHERME OLIVEIRA

10/02/2026 • 12:16 • Atualizado em 10/02/2026 • 12:16

A investigação sobre o incidente de intoxicação em uma academia ganhou novos contornos na manhã desta terça-feira (10). Em entrevista ao Grupo Bandeirantes, o delegado Alexandre Bento detalhou o depoimento do funcionário responsável pela limpeza da piscina, e apontou que a mistura inadequada de produtos químicos é a principal hipótese para a emissão de gases tóxicos.

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Conforme o delegado, o funcionário que atuava originalmente como manobrista não possuía habilitação técnica ou treinamento para manipular produtos químicos. Entretanto, ele realizava a limpeza da piscina sob orientação direta de um dos sócios da empresa por meio de mensagens de WhatsApp.

"Ele fazia a fotografia da piscina e das medições. O sócio, então, encaminhava as instruções, as medidas dos produtos e a forma de preparar a mistura para limpeza da piscina", explicou o delegado.

A hipótese da reação química

Um ponto central da investigação é a substituição das marcas de produtos utilizados na manutenção no último mês. Segundo técnicos consultados pela polícia, a troca pode ter sido fatal para a qualidade do ar no ambiente.

  • Diferença entre cloros: Mesmo que ambos os produtos sejam baseados em cloro, as especificações químicas variam entre marcas.
  • Reação perigosa: A mistura involuntária de componentes distintos pode gerar a emissão de gases, causando o desconforto respiratório e a intoxicação dos presentes.
Academia fica localizada na Zona Leste de SP e está interditada após a morte de uma aluna de natação | Foto: Reprodução/Band

Academia fica localizada na Zona Leste de SP e está interditada após a morte de uma aluna de natação | Foto: Reprodução/Band

Rumos da investigação e próximos passos

O delegado afirmou que a situação do funcionário é agora considerada "mais confortável" juridicamente, uma vez que ele comprovou agir sob supervisão direta e ordens superiores. O foco, agora, recai sobre os três sócios da academia — dois residentes em São Paulo e um no interior.

A polícia apreendeu o celular do funcionário para periciar as conversas com os proprietários. "Essas mensagens podem mudar os rumos das investigações", pontuou o delegado.

O advogado da empresa já se apresentou para tomar ciência dos autos, mas as datas dos depoimentos dos sócios ainda não foram agendadas. O delegado alertou que o inquérito tem prazo e que as oitivas precisam ocorrer o mais breve possível.

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