
Donald Trump
REUTERS/Elizabeth Frantz
A tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um novo pico nesta semana. A Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump intensificará as ofensivas sobre a nação persa, condicionando o alívio das pressões à aceitação de um acordo abrangente para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em resposta, o regime islâmico não apenas confirmou o recebimento da proposta americana, como também a rejeitou publicamente, classificando-a como irrealista e apresentando suas próprias exigências para uma eventual negociação.
Segundo informações do correspondente da Rádio Bandeirantes em Nova York, Eduardo Barão, a proposta enviada pela administração Trump continha uma lista de 15 pontos considerados inegociáveis por Washington. Entre as principais exigências estavam a desmontagem completa do programa nuclear iraniano, incluindo o fim do enriquecimento de urânio — uma demanda de longa data da comunidade internacional. Além disso, a proposta exigia o corte total no financiamento e apoio a grupos armados na região, citando especificamente o Hezbollah, e a renúncia do controle sobre o Estreito de Hormuz, uma das mais importantes rotas de transporte de petróleo do mundo.
A reação de Teerã foi dura e imediata. Em um discurso transmitido pela TV estatal, um porta-voz do regime islâmico afirmou que o plano de Trump "equivale a uma lista de desejos, cheia de promessas vazias e desconectada da realidade".
Confirmando a rejeição, o governo iraniano informou ter devolvido a Washington uma contraproposta com suas próprias condições para o fim das hostilidades. O Irã exige não apenas o término dos ataques e das sanções, mas também reparações financeiras pelos danos causados durante o conflito. De forma ainda mais enfática, a proposta iraniana reivindica o reconhecimento internacional sobre seu controle do Estreito de Ormuz, uma condição que se choca diretamente com os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados na garantia da livre navegação na área.
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