
Você já bebeu água hoje? A hidratação é vital para o organismo
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Resumo
Sintomas de desidratação são abordados por especialistas em matéria do Band Receitas, destacando a importância da água para funções vitais e equilíbrio corporal.
Nutricionista Vanessa Furstenberger e endocrinologista Tassiane Alvarenga explicam como a falta de hidratação afeta o humor, a energia e a saúde física, gerando desde fadiga até problemas renais sérios.
A matéria alerta para os riscos de ignorar os sinais de desidratação, que podem levar a consequências crônicas como doenças renais, redução da função cognitiva e envelhecimento precoce da pele.
Você já bebeu água hoje? A hidratação é vital para o organismo, mas muitos ignoram os sinais de alerta que vão muito além da boca seca. A nutricionista Vanessa Furstenberger e a endocrinologista Tassiane Alvarenga explicam ao Band Receitas quais são os sintomas imediatos que o corpo apresenta quando a ingestão de líquidos está baixa, alertando para os riscos que vão de cansaço crônico a problemas renais graves.
A água é o combustível essencial para o bom funcionamento de todo o organismo. Ela é responsável por regular a temperatura corporal, transportar nutrientes, eliminar toxinas e garantir que órgãos vitais, como os rins e o cérebro, funcionem em plena capacidade.
Quando a ingestão de água é insuficiente, o corpo entra em estado de alerta e começa a emitir sinais claros de desidratação. E, acredite, sentir sede é apenas o começo; muitas vezes, quando ela aparece, o processo de desidratação já começou.
Sintomas imediatos: os primeiros sinais de alerta
Muitas vezes, sintomas comuns do dia a dia, como cansaço ou dificuldade de concentração, são na verdade o corpo pedindo água. A baixa ingestão de líquidos afeta diretamente o equilíbrio dos fluidos corporais e o volume sanguíneo.
Segundo a nutricionista Vanessa Furstenberger, pós-graduada em Emagrecimento e Metabolismo, os sinais de curto prazo são abrangentes e não devem ser ignorados. “A falta de água no corpo pode causar 1) fadiga excessiva, 2) alteração no humor, 3) indisposição, 4) pele e mucosas ressecadas, 5) sonolência [...] e 6) cefaleia [dor de cabeça]”, afirma a especialista.
A fadiga é um dos primeiros sintomas. Sem água suficiente, o volume de sangue diminui, exigindo que o coração trabalhe mais para bombear oxigênio e nutrientes para as células, o que resulta em uma sensação generalizada de cansaço e falta de energia.
A dor de cabeça (cefaleia) também é muito comum. O cérebro é composto por cerca de 75% de água e é extremamente sensível à sua falta. A desidratação pode causar uma leve contração dos tecidos cerebrais, gerando tensão e dor. Tontura e redução do desempenho, tanto físico quanto mental, também são esperados.
Humor, pele e mucosas
A alteração de humor, como irritabilidade e indisposição, é outro sinal clássico. A desidratação afeta os níveis de serotonina no cérebro, impactando diretamente como nos sentimos no dia a dia.
A pele é o maior órgão do corpo e depende imensamente da hidratação para manter sua elasticidade e função de barreira. Como destaca a nutricionista, o ressecamento da pele e das mucosas (como boca e olhos secos) é um sintoma visível.
Isso acontece porque, quando o corpo está desidratado, ele "puxa" a água de áreas menos vitais, como a pele, para direcioná-la a órgãos essenciais, como o coração e o cérebro. A endocrinologista Tassiane Alvarenga, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), reforça que a desidratação afeta o equilíbrio de todo o sistema.
Sintomas de médio prazo: quando o corpo começa a falhar
Se os primeiros sinais de alerta forem ignorados e a baixa hidratação se tornar um hábito, o corpo começa a desenvolver problemas mais sérios, que afetam o funcionamento de sistemas inteiros.
Vanessa Furstenberger alerta para sintomas como 7) constipação e 8) dores articulares. A constipação, ou intestino preso, ocorre porque o intestino grosso retira o máximo de água das fezes para tentar manter a hidratação do corpo. Isso torna as fezes ressecadas e difíceis de eliminar.
As dores articulares também podem surgir, pois a água é essencial para a lubrificação das cartilagens que protegem as articulações. Sem essa lubrificação, o atrito aumenta, causando dor.
Além disso, o risco de formação de cálculos renais (pedras nos rins) e de infecções do trato urinário aumenta consideravelmente. A urina fica mais concentrada, facilitando a proliferação de bactérias no trato urinário e a formação de cristais nos rins.
Consequências graves: os riscos da desidratação crônica
A longo prazo, negligenciar a hidratação transforma-se em um risco crônico à saúde, indo muito além dos sintomas iniciais.
A desidratação crônica pode levar a um aumento significativo do 9) risco de doenças renais permanentes, pois os rins são forçados a trabalhar sob estresse constante para filtrar um sangue mais denso e concentrado.
Ocorre também uma 10) redução da função cognitiva, afetando a memória e a capacidade de aprendizado. O sistema imunológico, que depende de um fluxo sanguíneo saudável, também fica comprometido, tornando o corpo mais suscetível a infecções.
Outros problemas graves incluem: 11) a dificuldade crônica na regulação da temperatura corporal (aumentando o risco de hipertermia em dias quentes) e até mesmo o 12) envelhecimento precoce da pele, que perde elasticidade de forma permanente.
