
Além de idosos: puérperas e obesos estão no grupo de risco para gripe
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O Ministério da Saúde alerta que, além de idosos e crianças, puérperas, pessoas com obesidade grave e portadores de algumas doenças crônicas fazem parte dos grupos com maior risco de complicações pela gripe, com indicação prioritária para atendimento e tratamento.
Especialistas ressaltam que muitos desses pacientes não sabem que têm direito a vacinação anual e ao início precoce de medicamentos antivirais quando apresentam sintomas de síndrome gripal.
Puérperas: o perigo da gripe nas primeiras semanas após o parto
As puérperas compõem um grupo especialmente vulnerável à infecção pelo vírus influenza. Essa classificação inclui as mulheres no período de até duas semanas após o parto, bem como aquelas que passaram por aborto ou perda fetal.
Segundo profissionais de saúde, as mudanças hormonais e do sistema imunológico, somadas ao cansaço físico do pós-parto, aumentam a chance de evolução para formas graves da doença, como pneumonia e insuficiência respiratória.
Na visão de médicos que atuam na assistência obstétrica, qualquer sinal de gripe nesse período, como febre alta, tosse, dor no corpo e falta de ar, deve motivar busca rápida por atendimento para avaliação e início de tratamento adequado.

Obesidade e gripe: por que o IMC alto aumenta a gravidade da doença
Outro fator relevante é a obesidade. Adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40 entram na categoria de obesidade grave e têm risco aumentado de complicações quando contraem gripe.
De acordo com especialistas, o excesso de peso pode dificultar a ventilação adequada dos pulmões, sobrecarregar o coração e estar associado a um estado inflamatório crônico, o que favorece quadros mais graves.
Além da obesidade grave, outras condições de saúde menos óbvias também colocam o indivíduo em grupo de risco.
Entre elas estão as doenças hematológicas, como a anemia falciforme, e os transtornos neurológicos que comprometem a função respiratória ou aumentam o risco de aspiração de secreções.
Para esses pacientes, a orientação é procurar atendimento médico logo no início dos sintomas, mesmo que eles pareçam leves, por terem maior probabilidade de descompensação rápida.
Janela de 48 horas: a importância do tratamento rápido com antiviral
Para todos esses grupos de maior vulnerabilidade, a vacinação anual contra a gripe segue como principal forma de prevenção de casos graves e óbitos. Porém, quando a infecção acontece, há indicação reforçada para o tratamento medicamentoso.
Nesse contexto, o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir é indicado para reduzir a replicação do vírus no organismo e diminuir o risco de agravamento. Profissionais de saúde explicam que o medicamento tem melhor desempenho quando iniciado o mais cedo possível.
A recomendação é que o tratamento comece, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas de gripe, como febre, tosse, dor de garganta, dor no corpo e mal-estar intenso.
Quanto mais cedo o antiviral é administrado, maiores tendem a ser as chances de evitar internações e complicações.
Médicos reforçam que a população dos grupos de risco não deve se automedicar. A orientação é buscar rapidamente um serviço de saúde para avaliação, confirmação da suspeita de gripe e definição da necessidade de uso de medicamento ou de outras medidas de suporte.

