Saúde

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral, do Paraguai

Produtos sem registro sanitário e de origem desconhecida são alvo de apreensão e têm uso proibido no Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 09:17 • Atualizado em 15/04/2026 • 09:17

Canetas emagrecedoras ganham espaço no pós-parto, mas segurança ainda gera dúvidas

Canetas emagrecedoras ganham espaço no pós-parto, mas segurança ainda gera dúvidas

Freepik

Resumo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e proibiu a comercialização dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, por serem vendidos sem registro e fabricados por empresa não identificada.

A decisão, baseada em legislação sanitária brasileira, inclui a proibição de venda, distribuição, importação, uso e divulgação dos produtos em todo o território nacional, atingindo pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação.

A Anvisa alerta para a ausência de garantias sobre a composição, qualidade e segurança dos medicamentos, orientando profissionais de saúde e consumidores a denunciarem casos de comercialização aos canais oficiais e vigilâncias sanitárias locais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e proibiu a comercialização de dois medicamentos vendidos como “canetas emagrecedoras” no Brasil. A decisão, publicada nesta terça-feira (14), atinge os produtos Gluconex e Tirzedral, fabricados por empresa não identificada.

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De acordo com a agência, os itens vinham sendo amplamente divulgados na internet como injetáveis à base de GLP-1 — classe de substâncias usada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. No entanto, os produtos não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro na Anvisa, o que torna sua venda e uso irregulares no país.

A medida, prevista na Resolução RE nº 1.519/2026, inclui a proibição de comercialização, distribuição, importação e uso, além da apreensão dos produtos em todo o território nacional. A norma também se aplica a pessoas físicas, empresas e até veículos de comunicação que promovam ou divulguem os medicamentos.

Segundo a Anvisa, por serem de origem desconhecida, não há garantias sobre a composição, qualidade ou segurança dos produtos. Por isso, o uso não é recomendado em nenhuma hipótese.

A agência orienta que profissionais de saúde e consumidores que identificarem os produtos Gluconex e Tirzedral informem o caso aos canais oficiais da Anvisa ou às vigilâncias sanitárias locais.

A decisão tem como base a legislação sanitária brasileira, incluindo a Lei nº 6.360/1976, que regula a comercialização de medicamentos no país, e a Lei nº 9.782/1999, que define as competências da Anvisa.