Saúde

Especialista explica alta de casos de gripe e a hora certa de buscar ajuda

Resfriado, gripe e casos mais graves: veja a diferença entre sintomas e a hora de buscar ajuda médica

Da redação
DA REDAÇÃO

27/06/2026 • 12:32 • Atualizado em 27/06/2026 • 12:33

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem ganhado destaque nos noticiários brasileiros, especialmente em épocas de frio, quando o aumento de casos é registrado em diversas regiões do país. Segundo o boletim Infogripe, há uma alta significativa de casos, impactando cidades como Santos e outras áreas metropolitanas.

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Em entrevista ao Jornal Gente deste sábado (27), o infectologista Evaldo Stanislau explicou que as infecções respiratórias se manifestam em três níveis de gravidade: resfriado comum, síndrome gripal e a síndrome respiratória aguda grave. “A síndrome respiratória aguda grave é uma evolução da síndrome gripal e habitualmente se caracteriza por uma dificuldade respiratória. O paciente começa a ter que fazer força para respirar, e, infelizmente, pode levar à morte se não for tratada em ambiente hospitalar”, afirmou o especialista.

De acordo com o médico, a SRAG ocorre com maior frequência em crianças pequenas, adultos debilitados, idosos ou portadores de doenças crônicas. “É uma preocupação, sim, mas mais restrita a determinados recortes populacionais. Embora adultos saudáveis e crianças saudáveis também possam ter, mas isso é excecional”, destacou.

Vacinação é importante

A prevenção passa pela vacinação, fundamental para evitar complicações graves. O médico detalhou as vacinas disponíveis: “Hoje nós temos no sistema público de saúde do Brasil a vacina contra a gripe, o vírus influenza, a vacina contra a COVID para essas populações de maior risco e, mais recentemente, a vacina e a imunoglobulina contra o vírus sincicial respiratório, dedicada para gestantes e crianças menores de dois anos”. Além disso, a vacina contra o pneumococo protege contra pneumonia bacteriana e suas complicações.

Evaldo orientou sobre os grupos prioritários: “Quem passou dos 50 anos precisa tomar a vacina contra o pneumococo. Quem passou dos 60 ou tem alguma condição crônica precisa tomar contra o vírus sincicial respiratório. A mulher grávida no final da gestação deve se vacinar para proteger a criança. Todos a partir dos 6 meses de idade, mas especialmente os muito debilitados, precisam tomar a vacina contra a gripe todo ano”.

Sobre a automedicação, o infectologista alertou que os sintomas de insuficiência respiratória são difíceis de mascarar. “Se você é uma pessoa que está com uma síndrome gripal e percebeu que está com dificuldade de respirar, ou se você é cuidador de uma criança ou de um idoso e percebe uma alteração do comportamento com sonolência, com confusão mental, não pense duas vezes, vá ao hospital”, enfatizou.

O uso do oxímetro, popularizado durante a pandemia de COVID-19, pode ajudar no acompanhamento domiciliar. “Se você tiver um oxímetro em casa, colocar e notar que a sua saturação de oxigênio está baixa, procure orientação médica emergencialmente”, recomendou.

Outro ponto abordado foi o impacto do calor extremo, especialmente em viagens ao hemisfério norte durante as férias de julho. “Diante de um calor extremo, o nosso corpo vai buscar se adaptar e ele precisa resfriar. Nós vamos começar a desidratar com perdas insensíveis, tentando baixar a temperatura. Sobretudo os idosos acabam negligenciando, não se hidratando adequadamente e muito rapidamente desidratam, o que pode aumentar a incidência de fenômenos cardiocirculatórios, de infarto, de derrame”, explicou Dr. Evaldo.

Sinais de alerta e quando buscar ajuda

A automedicação não é recomendada. Se houver dificuldade respiratória clara, ou em casos de crianças e idosos apresentarem confusão mental, sonolência ou alteração de comportamento, a busca por atendimento hospitalar deve ser imediata. O uso do oxímetro, caso disponível em casa, pode servir como um instrumento auxiliar: leituras de saturação de oxigénio baixas indicam a necessidade de procurar orientação médica emergencial sem demora.

Independentemente da estação, manter-se hidratado é vital. Em cenários de calor extremo, o corpo perde fluidos rapidamente para regular a temperatura. A negligência com a ingestão de água, comum entre os idosos, pode elevar o risco de desidratação e desencadear problemas graves, como enfartes e derrames. Beber água é, portanto, uma regra de saúde essencial durante todo o ano.

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