Saúde

Extensão de cílios pode trazer riscos à saúde dos olhos

Procedimento pode causar infecções, alergias e inflamações quando realizado sem os cuidados adequados, alerta oftalmologista

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 13:15 • Atualizado em 30/01/2026 • 13:15

Extensão de cílios

Extensão de cílios

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Resumo

Popularização do procedimento de extensão de cílios aumenta riscos de infecção, inflamação das pálpebras e reações alérgicas, especialmente quando feito sem critérios técnicos, higiene adequada ou por pessoas com histórico de alergias e doenças oculares.

Utilização de colas e removedores próximos aos olhos pode causar irritação, ferimentos e danos à superfície ocular, enquanto aplicação inadequada ou excesso de peso favorecem queda e fragilização dos cílios naturais.

Prevenção de complicações requer escolha de profissional qualificado, manutenção de higiene rigorosa, atenção a sinais como dor, coceira e inchaço, além de acompanhamento médico e remoção imediata do produto em caso de problemas.

Alongar, dar volume e destacar o olhar pode parecer inofensivo, mas a extensão de cílios exige atenção e cuidados específicos para não comprometer a saúde ocular. Cada vez mais popular, o procedimento pode representar riscos quando feito sem critérios técnicos e higiene adequada. “Existe, sim, risco de infecção e inflamação das pálpebras, especialmente quando não há cuidado com a limpeza e com os materiais utilizados”, alerta a oftalmologista Dra. Olga Maria Calou, especialista em Cirurgia Plástica Ocular do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

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Entre as complicações mais comuns estão as reações alérgicas aos produtos usados na aplicação, além da dificuldade de manter a higienização correta da região dos olhos. Segundo a médica, esse conjunto de fatores favorece o surgimento de inflamações e infecções. “Há risco de alergia aos materiais empregados e a limpeza das pálpebras fica prejudicada, o que pode provocar ou agravar quadros como a blefarite”, explica.

Nem todas as pessoas estão aptas a realizar o procedimento. Quem possui histórico de alergias ou determinadas doenças oculares deve ter cautela redobrada. “Pacientes que já apresentaram reação alérgica a algum componente da aplicação ou que convivem com patologias oculares específicas, muitas vezes, não devem fazer a extensão de cílios”, orienta a especialista.

Outro ponto de atenção são as colas e os removedores utilizados, que ficam muito próximos aos olhos. Quando inadequados ou mal aplicados, esses produtos podem causar danos importantes. “Eles podem provocar irritação, reações alérgicas e, em casos mais graves, entrar em contato direto com os olhos, causando ferimentos na superfície ocular”, ressalta a oftalmologista.

A higiene, tanto no momento da aplicação quanto na manutenção, é decisiva para evitar complicações. A negligência nesse cuidado pode resultar em inflamações persistentes. “A falta de limpeza favorece o acúmulo de resíduos e o aumento da oleosidade, criando um ambiente propício para infecções e inflamações das pálpebras”, afirma Dra. Olga.

Além dos riscos inflamatórios, os cílios naturais também podem ser prejudicados. “A queda dos cílios pode ocorrer quando a extensão é aplicada de forma inadequada ou quando há excesso de peso e tração”, explica a médica. Com o tempo, isso pode deixar os fios naturais mais finos, curtos e fragilizados.

Alguns sinais indicam que algo não está bem e exigem atenção imediata. “Dor, coceira, inchaço nas pálpebras, secreção, lacrimejamento excessivo e queda acentuada dos cílios naturais são alertas importantes”, enumera a especialista. Nesses casos, a orientação é retirar a extensão e procurar um oftalmologista.

Para quem deseja reduzir os riscos, os cuidados começam antes mesmo da aplicação. “É fundamental escolher um profissional qualificado, manter uma boa higiene, respeitar os intervalos de manutenção e buscar avaliação médica ao primeiro sinal de problema”, orienta. A remoção da maquiagem também deve ser feita com delicadeza, evitando atrito excessivo na região dos olhos.

A principal recomendação é o equilíbrio. “Evitar excessos, manter os cuidados de higiene e realizar acompanhamento oftalmológico são atitudes essenciais para preservar a saúde ocular”, conclui Olga.

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