
Sarampo
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O estado de São Paulo registrou mais sete novos casos de sarampo. Ao todo, já são 23, sendo 20 na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Os dados foram obtidos pela Sociedade Brasileira de Imunizações junto à Secretaria de Saúde de São Paulo.
Diante do avanço de casos, a Secretaria da Saúde recomenda que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo sejam vacinadas, independentemente da situação vacinal - ou seja, a orientação vale mesmo para quem já tomou o imunizante.
A pasta também implementou a Campanha de Multivacinação para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, que começou na última segunda-feira (3).
Em 28 de julho, o Ministério da Saúde também ampliou a recomendação da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo. Segundo a pasta, a estratégia foi adotada após a identificação de casos da doença que indicam "uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades".
As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida, informou o Ministério da Saúde.
Quem deve se vacinar
A pasta reforçou que a vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a chamada dose zero, uma aplicação adicional em crianças de 6 a 11 meses, grupo mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
Somente em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral a estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.
Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2), informou o órgão. O Ministério da Saúde reforçou que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal forma de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no país.
*Com Estadão Conteúdo.

