
Confira a recomendação do Ministério da Saúde para a vacinação contra o sarampo
Foto: SESA
O Ministério da Saúde atualizou as orientações técnicas para a aplicação da vacina contra o sarampo (Tríplice Viral). A principal recomendação envolve o manejo do calendário vacinal quando há necessidade de aplicar outros imunizantes compostos por vírus vivos atenuados, como os da Febre Amarela e Varicela.
A diretriz estabelece que, caso as vacinas de vírus atenuado não sejam aplicadas no mesmo dia, é obrigatório respeitar um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pode aplicar no mesmo dia?
Sim. Se o paciente precisar tomar a vacina contra o sarampo e outro imunizante de vírus vivo atenuado, ambas podem ser administradas no mesmo atendimento, desde que aplicadas em regiões do corpo diferentes (por exemplo, uma em cada braço).
No entanto, caso a aplicação simultânea não ocorra, o intervalo de 30 dias precisa ser rigorosamente cumprido antes de receber a dose seguinte.
Por que o intervalo é necessário?
A exigência do prazo ocorre por conta do funcionamento do sistema imunológico. Ao receber uma vacina de vírus vivo atenuado, o organismo inicia uma resposta imune intensa e imediata.
Se uma segunda dose de imunizante semelhante for aplicada poucos dias depois, a resposta gerada pela primeira vacina pode interferir na replicação do vírus da segunda, reduzindo a eficácia da proteção. O intervalo de quatro semanas garante que o corpo responda com capacidade total a cada uma das vacinas.
Quais vacinas entram na regra?
A norma de intervalo aplica-se às vacinas de vírus vivo atenuado presentes no calendário nacional, como:
Tríplice Viral / Tetraviral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela)
Febre Amarela
Varicela (Catapora)
Já as vacinas inativadas — como as doses contra Gripe (Influenza), Covid-19, Hepatite A e B e HPV — não entram nessa restrição. Elas podem ser administradas a qualquer momento, sem a necessidade de aguardar o intervalo de 30 dias em relação à vacina do sarampo.

