Saúde

Fique atento: consumir peixe estragado e mal conservado pode causar doenças

O consumo de pescado aumenta significativamente no feriado; saiba identificar os sinais de alerta e conheça os riscos da esconbroitidose, ciguatera e outras intoxicações

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 16:25 • Atualizado em 01/04/2026 • 16:25

Consumir peixe estragado pode comprometer a saúde

Consumir peixe estragado pode comprometer a saúde

AgênciaSP

Com a chegada da Semana Santa, o consumo de peixes e frutos do mar torna-se o protagonista da mesa dos brasileiros. No entanto, o aumento na demanda exige atenção redobrada do consumidor. O consumo de pescados em condições inadequadas de conservação pode transformar a celebração em um grave problema de saúde, desencadeando desde infecções intestinais comuns até quadros neurológicos severos.

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Especialistas alertam que o pescado é um dos alimentos mais perecíveis que existem, e a degradação da carne pode ocorrer rapidamente se a cadeia de frio (refrigeração) for interrompida.

As principais ameaças à saúde

As doenças transmitidas por peixes variam de acordo com o tipo de contaminação — que pode ser bacteriana, por toxinas naturais ou má manipulação. Veja as principais:

1. Esconbroitidose (intoxicação por histamina)

É uma das causas mais frequentes de idas ao pronto-socorro após o consumo de peixes de carne escura, como o Atum, a Cavala e a Sardinha. Quando esses peixes não são mantidos sob refrigeração rigorosa, bactérias produzem histamina na carne.

Sintomas: O início é rápido (até 30 minutos). O paciente apresenta vermelhidão intensa no rosto e pescoço, coceira, dor de cabeça e, em casos mais graves, palpitações cardíacas.

2. Ciguatera: o risco dos peixes de águas tropicais

Comum em espécies como o Badejo e a Barracuda, a ciguatera é causada por uma toxina produzida por algas microscópicas. A toxina se acumula no peixe e não é eliminada pelo cozimento ou congelamento.

O sinal de alerta: Além de vômitos, a ciguatera causa a inversão térmica — o paciente sente o que é frio como se estivesse queimando e o que é quente como se estivesse gelado.

3. Infecções bacterianas e botulismo

O peixe estragado é um terreno fértil para bactérias como a Salmonella e o Vibrio. Além disso, produtos em conserva ou defumados de forma artesanal e sem higiene podem transmitir o botulismo, uma doença rara, mas que causa paralisia muscular e pode ser fatal.

Como garantir um pescado seguro na Semana Santa?

Para evitar riscos, o consumidor deve atuar como fiscal no momento da compra. Confira os pontos fundamentais para verificar a qualidade do Peixe:

Peixe Inteiro e Fresco

Olhos: Devem estar brilhantes, transparentes e saltados. Fuja de peixes com olhos opacos ou fundos.

Guelras: Precisam estar bem vermelhas e sem muco.

Escamas: Devem estar bem aderidas à pele e brilhantes.

Odor: O cheiro deve ser suave, lembrando o mar ou algas. Cheiro forte de amônia indica decomposição.

Peixe congelado e filés

Embalagem: Não deve haver gelo solto dentro do pacote, o que indica que o produto foi descongelado e congelado novamente.

Selos de Inspeção: Verifique sempre a presença do selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) ou órgãos estaduais/municipais.