Saúde

Grávidas podem pintar o cabelo? Veja cuidados e restrições

Saiba o momento certo, os produtos ideais e os riscos de componentes químicos na gestação para garantir a saúde do bebê

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 14:24 • Atualizado em 08/07/2026 • 14:27

Saiba que cuidados tomar para pintar o cabelo

Saiba que cuidados tomar para pintar o cabelo

Unsplash

Um pedido da influenciadora Virginia deu o que falar. Conforme relatou o jornalista Leo Dias, ela fez uma exigência a seu salão de beleza para não utilizar mais amônia em tinturas de cabelo, o que levantou suspeitas de que ela poderia estar grávida.

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A gestação traz uma série de dúvidas sobre o que é seguro para a saúde da mãe e do bebê, e o cuidado com a estética é uma das principais questões que surgem nos consultórios médicos. Afinal, grávidas podem pintar o cabelo?

A resposta curta é sim, mulheres grávidas podem pintar o cabelo, mas são exigidas algumas restrições importantes e recomendações sobre o momento certo e os produtos ideais. Dados da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) mostram como realizar o procedimento de forma totalmente segura.

O principal ponto de atenção durante a gravidez não é necessariamente a amônia em si, embora ela mereça cautela, mas sim a presença de metais pesados e outras substâncias altamente prejudiciais na fórmula dos produtos.

Componentes como o formol são totalmente proibidos na gestação, assim como o chumbo, que costuma ser comum em tinturas progressivas ou de cobertura gradual.

O uso da amônia e as melhores alternativas para os fios

A recomendação médica majoritária orienta a evitar o uso de produtos com amônia. Embora a absorção dessa substância pelo couro cabeludo seja considerada muito baixa, o cheiro forte característico pode desencadear fortes enjoos na gestante.

Além disso, o produto apresenta um maior potencial de causar alergias cutâneas, que se tornam mais complexas de tratar durante o período gestacional devido às restrições a medicamentos.

Para quem deseja mudar o visual ou cobrir os fios brancos, o ideal é optar por tonalizantes sem amônia, tinturas temporárias ou henna 100% natural. No caso da henna, é fundamental ficar de olho no rótulo antes da aplicação para garantir que não há adição de compostos sintéticos ou metais pesados na composição do cosmético.

Cuidados essenciais e o momento certo para a aplicação

Para garantir o máximo de segurança à mãe e ao feto, a aplicação da coloração deve seguir algumas regras básicas estruturadas por especialistas. A primeira orientação de ouro de ginecologistas e obstetras é não aplicar nenhuma química nos primeiros três meses, ou seja, até a 12ª semana de gestação.

Esse período compreende a fase de organogênese, momento em que os principais órgãos e o sistema nervoso do bebê estão sendo formados. A partir do segundo trimestre, o procedimento passa a ser considerado muito mais seguro.

Outra recomendação importante é evitar o contato direto dos produtos com o couro cabeludo. Técnicas que preservam a raiz são as mais indicadas pelos médicos, como luzes, reflexos ou balayage. Como a química é aplicada apenas nos fios — geralmente com o uso de papel alumínio ou touca — e fica a alguns milímetros ou centímetros de distância da pele, a absorção do produto pelo organismo é praticamente zero.

Por fim, o ambiente escolhido para a realização do procedimento deve ser muito bem ventilado, seja em casa ou no salão de beleza, evitando a inalação de vapores.

O profissional ou a própria gestante deve sempre usar luvas durante a aplicação, e o tempo de contato do produto no cabelo não deve ultrapassar o limite recomendado pelo fabricante. Como cada gestação é única, antes de agendar o salão, é indispensável consultar o obstetra que acompanha o pré-natal.

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