
Homens procuram mais por cirurgias plásticas
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Resumo
O levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) aponta crescimento consistente na procura masculina por cirurgias plásticas e procedimentos estéticos em todo o mundo, com destaque para cirurgias de pálpebras, ginecomastia, revisão de cicatrizes e uso de toxina botulínica.
Os dados mostram que procedimentos faciais lideram a demanda entre homens, especialmente pela busca de resultados discretos e recuperação rápida, com América Latina e Oriente Médio se consolidando como mercados em expansão e o Brasil ocupando posição de liderança em cirurgias plásticas.
Mudanças culturais e avanços em técnicas minimamente invasivas impulsionam a adesão masculina, enquanto o setor global atinge quase 38 milhões de procedimentos em 2024, sendo a segurança do paciente e a realização por profissionais certificados destacados como prioridades pela ISAPS.
A procura de homens por cirurgias plásticas e procedimentos estéticos vem crescendo de forma consistente em todo o mundo, segundo o mais recente Global Survey on Aesthetic/Cosmetic Procedures, divulgado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). O levantamento, considerado o mais abrangente do setor, mostra que a estética masculina deixou de ser um nicho e passou a ocupar espaço relevante no mercado global.
De acordo com o relatório, os homens estão cada vez mais presentes tanto em procedimentos cirúrgicos quanto não cirúrgicos, especialmente aqueles voltados ao rosto. A cirurgia de pálpebras aparece novamente como o procedimento cirúrgico mais realizado entre o público masculino, seguida por ginecomastia e revisão de cicatrizes. Entre os não cirúrgicos, a toxina botulínica lidera com ampla margem.
Procedimentos faciais impulsionam a demanda masculina
Os dados da ISAPS indicam que os procedimentos de face e cabeça continuam em crescimento global, ultrapassando 7,4 milhões de intervenções em 2024. A cirurgia de pálpebras, em especial, registrou aumento expressivo em relação ao ano anterior, consolidando-se como uma das principais portas de entrada dos homens no universo da cirurgia estética.
Especialistas ouvidos pela entidade destacam que a preferência por procedimentos faciais reflete uma busca por resultados mais discretos, com menor tempo de recuperação e impacto direto na aparência profissional e social.
América Latina e Oriente Médio ganham destaque
Embora o relatório não traga séries históricas longas segmentadas exclusivamente por gênero e região, a ISAPS aponta que América Latina e Oriente Médio estão entre os mercados que mais concentram procedimentos estéticos e apresentam forte expansão nos últimos anos.
O Brasil, por exemplo, aparece como um dos líderes globais em cirurgias plásticas, ocupando o primeiro lugar em procedimentos cirúrgicos. Já países do Oriente Médio figuram entre os que mais recebem pacientes estrangeiros, consolidando-se como polos regionais de estética médica. Nesse contexto, a participação masculina acompanha o crescimento geral do setor nessas regiões.
Mudança de comportamento e quebra de estigmas
Para a ISAPS, o aumento da presença masculina está diretamente ligado a mudanças culturais e comportamentais. A estética deixou de ser associada exclusivamente ao público feminino e passou a ser encarada como parte do autocuidado, da saúde emocional e da imagem pessoal também entre homens.
Outro fator relevante é o avanço das técnicas minimamente invasivas, que ampliaram a adesão masculina ao oferecer resultados naturais e menor risco cirúrgico.
Crescimento global do setor
O levantamento mostra ainda que o número total de procedimentos estéticos — cirúrgicos e não cirúrgicos — chegou a quase 38 milhões em 2024, representando um crescimento superior a 40% em relação a 2020. Apesar de a maior parte dos procedimentos ainda ser realizada em mulheres, a ISAPS destaca que o crescimento masculino é uma das tendências mais consistentes observadas nos últimos anos.
Segurança segue como prioridade
A entidade reforça que, apesar de eletivos, os procedimentos estéticos envolvem riscos e devem ser realizados por cirurgiões plásticos certificados, em ambientes adequados. A segurança do paciente segue como um dos principais eixos do relatório e dos debates promovidos pela ISAPS em seus congressos internacionais.

