
Sophie Ward
Reprodução/The Mirror
Resumo
Uma estudante de 20 anos, Sophie Ward, morreu após apresentar sintomas graves de meningite B, sendo inicialmente diagnosticada com gripe e liberada do hospital no Reino Unido, o que resultou em falhas no atendimento e agravamento do quadro em poucas horas.
Um inquérito apontou demora na reavaliação médica e falta de proteção vacinal específica contra a meningite B, levando os familiares a cobrarem mudanças nos protocolos de atendimento, maior conscientização e ampliação das campanhas de vacinação.
Um surto recente da doença na Inglaterra motivou ações emergenciais das autoridades, como vacinação e distribuição de antibióticos, enquanto a família de Sophie defende maior cobertura vacinal e alerta que a meningite B evolui rapidamente, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos.
Uma estudante de 20 anos morreu poucas horas após apresentar sintomas graves de meningite B, após ter sido inicialmente diagnosticada com gripe e liberada de um hospital no Reino Unido. O caso foi divulgado pelo jornal britânico The Daily Mirror.
De acordo com a publicação, Sophie Ward começou a passar mal enquanto estava na universidade e procurou atendimento médico no pronto-socorro do Barnet Hospital, acompanhada da mãe. Mesmo relatando sintomas compatíveis com meningite, ela foi liberada após avaliação inicial.
Durante a madrugada, o quadro da jovem piorou rapidamente. Com febre alta, que chegou a 39,4 °C, e episódios de vômito intenso, Sophie precisou retornar ao hospital. Segundo relato apresentado em inquérito sobre a morte, ela já apresentava sinais gravíssimos, incluindo sangramento que “escorria pelos olhos”.
A estudante morreu cerca de 12 horas após o agravamento dos sintomas, em 31 de julho de 2023, menos de um dia depois de começar a se sentir mal.
Falhas no atendimento e alerta da família
O caso foi analisado em um inquérito que apontou falhas no atendimento inicial. Segundo os familiares, Sophie demorou mais tempo do que o recomendado para ser reavaliada no hospital, o que pode ter comprometido as chances de sobrevivência.
Os pais da jovem passaram a cobrar mudanças nos protocolos médicos e maior conscientização sobre a doença, especialmente entre jovens.
O pai, Paul Ward, afirmou que não sabia que a filha não estava protegida contra a meningite B. Isso porque ela havia sido vacinada apenas contra outras variantes da doença (A, C, W e Y), comuns em programas de imunização para adolescentes no Reino Unido.
Surto recente acende alerta
O apelo da família ocorre em meio a um surto recente da doença na região de Kent, na Inglaterra, que já deixou ao menos duas vítimas entre estudantes universitários.
Entre os casos está o de Juliette Kenny, de 18 anos, que morreu após contrair a infecção. Outro estudante, de 21 anos, também não resistiu.
Autoridades de saúde locais iniciaram campanhas emergenciais de vacinação e distribuição de antibióticos, com filas de estudantes buscando proteção contra a doença.
Vacinação e prevenção
A vacina contra a meningite B foi inserida no sistema público de saúde britânico apenas em 2015, sendo aplicada principalmente em bebês. Com isso, muitos jovens e adultos não estão imunizados, a menos que tenham buscado a vacina de forma particular.
A família de Sophie defende que o governo amplie a cobertura vacinal e intensifique campanhas informativas para evitar novas mortes.
“A morte dela poderia ter sido evitada”, afirmou o pai, ao reforçar que a conscientização sobre os sintomas e a vacinação são fundamentais para conter a doença.
A meningite B é uma infecção bacteriana grave que pode evoluir rapidamente e levar à morte em poucas horas, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos.

