
Jessica Tawil
Reprodução/Instagram/jesstawil
A história da influenciadora Jessica Tawil tem mobilizado milhões de pessoas nas redes sociais após a repercussão de um vídeo em que ela aparece dando os primeiros passos depois de mais de uma década sem andar. O momento, registrado com o auxílio de um exoesqueleto — tecnologia que permite a locomoção de pessoas com paralisia —, simboliza não apenas um avanço médico, mas também uma trajetória marcada por superação.
Jessica ficou paraplégica em 2014, aos 16 anos, após um grave acidente de trânsito. Em relatos publicados recentemente, a jovem relembrou o impacto emocional da época. “Fiquei completamente paralisada e confinada a uma cadeira de rodas”, escreveu. Segundo ela, o episódio envolveu violência e um motorista sob efeito de álcool, resultando na perda dos movimentos das pernas.
O período que se seguiu foi de isolamento e sofrimento psicológico. A influenciadora contou que passou meses trancada no quarto, sem querer ser vista e sem perspectivas para o futuro. “Não queria me envolver em relacionamentos, esqueci completamente a ideia de casamento”, relatou.
Com o tempo, porém, Jessica afirma ter transformado a dor em motivação. Ela passou a investir na própria independência, enfrentando desafios como aprender a dirigir com as mãos — processo que, segundo conta, levou anos até que tivesse confiança suficiente. Atualmente, cursa medicina e se tornou uma figura conhecida nas redes sociais, onde compartilha a rotina e conscientiza sobre a vida com deficiência.
O vídeo que voltou a viralizar mostra o momento em que ela se levanta e ensaia os primeiros passos com o equipamento robótico. Visivelmente emocionada, reage com surpresa à experiência, que descreveu como algo próximo de “recuperar parte da vida” interrompida pelo acidente.
Apesar do avanço, Jessica ressalta que a realidade da paraplegia continua sendo desafiadora. Ela relata problemas frequentes de saúde, como infecções urinárias e internações recorrentes, além das limitações físicas do dia a dia. Ainda assim, adota um discurso de gratidão e aceitação.
“Não sei se algum dia voltarei a andar, mas aceitei a situação em que me encontro em sua plenitude”, afirmou. Para a influenciadora, o mais importante é seguir construindo uma vida significativa, independentemente das limitações.
A repercussão do caso também reacende o debate sobre o papel de tecnologias assistivas, como os exoesqueletos, que vêm sendo estudadas não apenas como ferramentas de mobilidade, mas também como aliadas na reabilitação física e no bem-estar emocional de pacientes com lesões medulares.

