
Juliano Floss foi chamado de bafudo no BBB26
Reprodução/Globo
As últimas semanas do BBB26 têm dado o que falar, principalmente quando o assunto é higiene. A participante Samira acusou Juliano Floss de ser um “bafudo” e a discussão repercutiu por vários dias dentro da casa, mas também trouxe à tona um tema comum, mas ainda cercado de constrangimento: o mau hálito.
A halitose é caracterizada por odores desagradáveis expelidos pela boca e atinge uma parcela significativa da população. Estimativas de entidades odontológicas indicam que cerca de 30% a 40% das pessoas já enfrentaram essa situação em algum momento da vida. Embora frequentemente associada à falta de higiene, o problema pode ter múltiplas origens, incluindo fatores bucais, hábitos de vida e até alterações sistêmicas.
As causas da halitose
Entre as causas mais comuns estão o acúmulo de saburra lingual — aquela camada esbranquiçada sobre a língua —, doenças gengivais, jejum prolongado e o consumo de determinados alimentos.
O fumo também é um agravante severo. Além de deixar um odor característico, o cigarro favorece o ressecamento da boca, altera a flora oral e aumenta o risco de gengivite e periodontite, inflamações que podem intensificar o quadro. “O mau hálito não deve ser visto apenas como uma questão de higiene. Em muitos casos, ele é um sinal de desequilíbrio na saúde bucal ou até de outras condições do organismo”, explica Marcelo Fonseca, dentista do Centro de Especialidades Odontológicas Capão Redondo, unidade gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
Problemas além da boca
Nem todo mau hálito nasce nos dentes. Alterações no sistema digestivo, como refluxo gastroesofágico, gastrite e outras doenças do estômago, influenciam o agravamento em alguns casos. Diabetes, infecções e outras condições clínicas podem estar igualmente relacionadas, o que reforça a necessidade de uma avaliação profissional detalhada.
O caso de Juliano Floss no reality show demonstra como o tema é tratado com deboche, o que pode afastar quem sofre do problema dos consultórios. O dentista destaca que o constrangimento dificulta o diagnóstico. “Muitas pessoas não percebem o próprio hálito ou evitam buscar ajuda por vergonha. Mas a halitose tem tratamento e, na maioria das vezes, pode ser controlada com medidas simples e acompanhamento adequado”, orienta Fonseca.

