Saúde

Micose de verão: cuidados essenciais com a pele após praia e piscina

Segundo especialista, as micoses superficiais são causadas por fungos que se desenvolvem preferencialmente em áreas quentes e úmidas do corpo

Da redação
DA REDAÇÃO

23/12/2025 • 15:30 • Atualizado em 23/12/2025 • 15:30

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Com a chegada do verão, aumentam os casos de micoses e dermatites, problemas comuns após a exposição prolongada ao calor, à umidade e ao uso frequente de roupas molhadas em praias e piscinas.

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Para orientar a população sobre prevenção, tratamento e riscos dessas doenças de pele, o Band.com.br ouviu a dermatologista Dra. Rosana Lazzarini, médica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Calor e umidade favorecem as micoses

Segundo a especialista, as micoses superficiais são causadas por fungos que se desenvolvem preferencialmente em áreas quentes e úmidas do corpo. Por isso, regiões como virilhas, dobras da pele, pescoço das crianças e os espaços entre os dedos dos pés exigem atenção redobrada.

“A prioridade é manter a pele seca. Muitas vezes, apenas passar a toalha não é suficiente. Em alguns casos, é necessário usar um secador de cabelo em temperatura agradável para garantir que a região fique completamente seca”, explica a dermatologista.

Além disso, o uso de roupas leves, calçados abertos e a troca imediata de roupas molhadas após banho de mar, piscina ou prática esportiva são medidas fundamentais. “É importante evitar permanecer com roupas úmidas no corpo. O ideal é tomar uma ducha e vestir roupas secas o quanto antes”, orienta.

Tratamento das dermatites e micoses

Caso a prevenção não seja suficiente e a pessoa desenvolva dermatite ou micose, o tratamento deve ser feito com acompanhamento médico. De acordo com Dra. Rosana, as micoses que atingem os espaços entre os dedos dos pés, virilhas e outras dobras podem ser tratadas com antifúngicos tópicos ou sistêmicos, a depender da extensão e da gravidade do quadro.

“O uso do medicamento precisa ser associado aos cuidados diários, como manter a pele seca e evitar umidade constante. Só o remédio, sem essas medidas, pode não resolver”, destaca.

Já as micoses nas unhas têm evolução mais lenta. A médica esclarece que dificilmente esse tipo de infecção é adquirido em um curto período, como durante uma viagem de férias. “Elas se instalam ao longo do tempo e exigem tratamentos mais prolongados”, afirma.

Riscos do tratamento inadequado

Ignorar os sintomas ou interromper o tratamento antes do tempo recomendado pode trazer consequências. As micoses costumam provocar coceira intensa, e o ato de coçar pode causar feridas na pele, facilitando a entrada de bactérias e levando a infecções mais graves, como a erisipela.

“Esse risco é ainda maior em pacientes diabéticos, que têm maior propensão a infecções cutâneas”, alerta a dermatologista. Outro problema é que o tratamento inadequado, especialmente quando feito por menos tempo do que o indicado, pode fazer com que a micose se espalhe, tornando o controle da doença mais difícil.

Atenção aos sinais

Coceira persistente, vermelhidão, descamação, manchas ou alteração na cor e textura das unhas são sinais de alerta. A recomendação dos especialistas é evitar a automedicação e procurar um dermatologista ao primeiro sinal de problema.

Com cuidados simples no dia a dia e orientação médica adequada, é possível aproveitar o verão sem colocar a saúde da pele em risco.

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