Saúde

Nevralgia do trigêmeo: Lívia Andrade revela ter a 'pior dor do mundo'

Saiba quais são os sintomas, as causas e por que tarefas simples como escovar os dentes podem se tornar um desafio para quem sofre com a condição

Da redação
DA REDAÇÃO

08/03/2026 • 10:58 • Atualizado em 08/03/2026 • 10:58

Lívia Andrade foi diagnosticada com "a pior dor do mundo", chamada nevralgia do trigêmeo

Lívia Andrade foi diagnosticada com "a pior dor do mundo", chamada nevralgia do trigêmeo

Reprodução/Instagram/@liviaandradereal

A nevralgia do trigêmeo (ou neuralgia do trigêmeo) não leva o apelido de "pior dor do mundo" à toa. Quem convive com o problema descreve a sensação como um choque elétrico insuportável, uma facada ou um disparo súbito em um dos lados do rosto.

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A apresentadora Lívia Andrade declarou sofrer da “pior dor do mundo”. Nas redes sociais, ela contou que achou, inicialmente, que se tratava de uma dor de dente, realizou radiografias e o problema não era odontológico e sim, um problema neurológico. Embora não seja uma doença fatal, o impacto na qualidade de vida é imenso, podendo levar ao isolamento social e à depressão devido ao medo constante de uma nova crise.

O que é o nervo trigêmeo?

O trigêmeo é o quinto par de nervos cranianos e o maior deles. Ele é responsável pela sensibilidade de quase todo o rosto (testa, bochechas e mandíbula) e também pelo controle dos músculos da mastigação. Quando esse nervo sofre uma irritação ou compressão, qualquer estímulo leve pode ser interpretado pelo cérebro como uma dor excruciante.

A dor costuma ser unilateral (afeta apenas um lado da face) e ocorre em episódios que duram de poucos segundos a alguns minutos. O que mais impressiona são os gatilhos:

  • Toque leve: Lavar o rosto ou passar maquiagem.
  • Higiene oral: Escovar os dentes é um dos maiores desafios.
  • Alimentação: Mastigar, beber líquidos gelados ou quentes.
  • Movimentos faciais: Falar, sorrir ou até sentir uma brisa de vento no rosto.

Muitas vezes, a dor é confundida com problemas dentários, levando pacientes a extraírem dentes desnecessariamente antes de chegarem ao diagnóstico neurológico correto.

Quais são as causas?

Na maioria dos pacientes, a causa é mecânica: uma artéria ou veia está encostada no nervo, causando o desgaste da bainha de mielina (a "capa" isolante do nervo). Sem essa proteção, o nervo "dá curto-circuito". Outras causas menos comuns incluem:

  • Esclerose múltipla;
  • Tumores que pressionam o nervo;
  • Envelhecimento natural das estruturas cerebrais.

Tratamentos: existe cura?

O tratamento inicial é feito com medicamentos, mas não analgésicos comuns. São utilizados anticonvulsivantes, que ajudam a bloquear o disparo de sinais de dor pelo nervo. Quando os remédios perdem o efeito ou causam efeitos colaterais severos, opções cirúrgicas podem ser indicadas:

  • Descompressão Microvascular: Uma cirurgia para afastar o vaso sanguíneo do nervo.
  • Procedimentos por agulha: Como a compressão por balão ou radiofrequência, que "desligam" parcialmente a sensibilidade de dor do nervo.