
Lívia Andrade foi diagnosticada com "a pior dor do mundo", chamada nevralgia do trigêmeo
Reprodução/Instagram/@liviaandradereal
A nevralgia do trigêmeo (ou neuralgia do trigêmeo) não leva o apelido de "pior dor do mundo" à toa. Quem convive com o problema descreve a sensação como um choque elétrico insuportável, uma facada ou um disparo súbito em um dos lados do rosto.
A apresentadora Lívia Andrade declarou sofrer da “pior dor do mundo”. Nas redes sociais, ela contou que achou, inicialmente, que se tratava de uma dor de dente, realizou radiografias e o problema não era odontológico e sim, um problema neurológico. Embora não seja uma doença fatal, o impacto na qualidade de vida é imenso, podendo levar ao isolamento social e à depressão devido ao medo constante de uma nova crise.
O que é o nervo trigêmeo?
O trigêmeo é o quinto par de nervos cranianos e o maior deles. Ele é responsável pela sensibilidade de quase todo o rosto (testa, bochechas e mandíbula) e também pelo controle dos músculos da mastigação. Quando esse nervo sofre uma irritação ou compressão, qualquer estímulo leve pode ser interpretado pelo cérebro como uma dor excruciante.
A dor costuma ser unilateral (afeta apenas um lado da face) e ocorre em episódios que duram de poucos segundos a alguns minutos. O que mais impressiona são os gatilhos:
- Toque leve: Lavar o rosto ou passar maquiagem.
- Higiene oral: Escovar os dentes é um dos maiores desafios.
- Alimentação: Mastigar, beber líquidos gelados ou quentes.
- Movimentos faciais: Falar, sorrir ou até sentir uma brisa de vento no rosto.
Muitas vezes, a dor é confundida com problemas dentários, levando pacientes a extraírem dentes desnecessariamente antes de chegarem ao diagnóstico neurológico correto.
Quais são as causas?
Na maioria dos pacientes, a causa é mecânica: uma artéria ou veia está encostada no nervo, causando o desgaste da bainha de mielina (a "capa" isolante do nervo). Sem essa proteção, o nervo "dá curto-circuito". Outras causas menos comuns incluem:
- Esclerose múltipla;
- Tumores que pressionam o nervo;
- Envelhecimento natural das estruturas cerebrais.
Tratamentos: existe cura?
O tratamento inicial é feito com medicamentos, mas não analgésicos comuns. São utilizados anticonvulsivantes, que ajudam a bloquear o disparo de sinais de dor pelo nervo. Quando os remédios perdem o efeito ou causam efeitos colaterais severos, opções cirúrgicas podem ser indicadas:
- Descompressão Microvascular: Uma cirurgia para afastar o vaso sanguíneo do nervo.
- Procedimentos por agulha: Como a compressão por balão ou radiofrequência, que "desligam" parcialmente a sensibilidade de dor do nervo.

