Saúde

Nova variante da covid BA.3.2: tudo o que se sabe sobre sintomas e riscos

Nova sublinhagem da Ômicron tem alta capacidade de mutação e escape imunológico, já foi detectada em 23 países, mas ainda não há evidências de maior gravidade ou circulação no Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

01/04/2026 • 16:04 • Atualizado em 01/04/2026 • 16:04

Covid

Covid

Freepik

Resumo

A sublinhagem BA.3.2 da covid-19, ligada à variante Ômicron e apelidada de “Cicada”, foi identificada na África do Sul em novembro de 2024, passou a ser monitorada após aumento de casos em diferentes regiões e já foi registrada em pelo menos 23 países até fevereiro de 2026.

Uma alta quantidade de mutações na proteína spike, entre 70 e 75, caracteriza a BA.3.2 como altamente divergente, favorecendo escape imunológico e maior transmissibilidade, mas sem evidências de aumento na gravidade dos quadros ou mortalidade; sintomas permanecem semelhantes aos de outras sublinhagens, como dor de garganta, tosse e febre.

No Brasil, não há casos oficiais até março de 2026, a vigilância genômica é mantida e especialistas recomendam vacinação, higiene das mãos e atenção a sintomas, enquanto lacunas sobre resposta a antivirais ainda exigem novos estudos.

A nova sublinhagem da covid-19, chamada BA.3.2 e apelidada informalmente de “Cicada”, passou a ser monitorada por autoridades de saúde após aumento de casos em diferentes regiões do mundo. Ligada à variante Ômicron, ela chama atenção pelo alto número de mutações e pela capacidade de escapar parcialmente da imunidade.

Compartilhar

Identificada inicialmente na África do Sul, em novembro de 2024, a BA.3.2 ganhou relevância a partir de setembro de 2025, com registros em pelo menos 23 países até fevereiro de 2026, incluindo Estados Unidos e nações da Europa.

Alta mutação e escape imunológico

De acordo com monitoramentos internacionais, a BA.3.2 é considerada uma variante “altamente divergente”. Estudos apontam que ela possui entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas.

Esse número elevado de alterações genéticas pode facilitar o chamado escape imunológico, ou seja, a capacidade do vírus de driblar anticorpos gerados por vacinação ou infecções anteriores. Ainda assim, especialistas reforçam que isso não significa necessariamente maior gravidade da doença.

Sintomas permanecem semelhantes

Os sintomas associados à BA.3.2 seguem o padrão observado em outras sublinhagens da Ômicron. Entre os principais estão:

  • dor de garganta
  • tosse
  • congestão nasal
  • fadiga
  • dor de cabeça
  • febre

Não há, até o momento, indicação de mudanças significativas no quadro clínico da doença.

Variante mais transmissível, mas não mais letal

Tanto o Centers for Disease Control and Prevention quanto a Organização Mundial da Saúde avaliam que a BA.3.2 pode ter maior transmissibilidade, mas não há evidências de aumento na gravidade dos casos ou na mortalidade.

As vacinas disponíveis continuam sendo eficazes para prevenir hospitalizações e mortes, mesmo diante da nova sublinhagem.

Situação no Brasil

Até o último relatório divulgado em março de 2026, o Brasil não registrou casos oficiais da variante BA.3.2. Autoridades sanitárias seguem monitorando a circulação global do vírus por meio de vigilância genômica.

Lacunas e monitoramento

Apesar das informações já disponíveis, ainda existem lacunas sobre a resposta da variante a antivirais mais recentes. A expectativa é que novos estudos tragam dados mais precisos nas próximas semanas.

Especialistas destacam que, mesmo com o surgimento de novas variantes, as medidas de prevenção seguem válidas — especialmente para grupos de risco — como vacinação em dia, higiene das mãos e atenção a sintomas respiratórios.

Tópicos relacionados