Saúde

Outono pode agravar ressecamento da pele, coceira e queda de cabelo

Queda da umidade do ar e banhos mais quentes favorecem alterações na pele e no couro cabeludo durante a estação

Da redação
DA REDAÇÃO

11/03/2026 • 15:41 • Atualizado em 11/03/2026 • 15:41

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Com a chegada do outono, mudanças no clima começam a impactar diretamente a saúde da pele e do couro cabeludo. A queda da umidade do ar, associada ao clima mais seco e a hábitos comuns da estação — como banhos mais quentes — pode favorecer o ressecamento da pele, a descamação, a coceira e até o aumento da queda capilar.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a diminuição da umidade contribui para a perda de água pela pele e compromete a chamada barreira cutânea, mecanismo natural responsável por proteger o organismo contra agentes externos.

De acordo com o dermatologista José Roberto Fraga Filho, manter a hidratação adequada é essencial para preservar a saúde da pele e o funcionamento do organismo.

“A água funciona como o óleo de um motor. Se essa lubrificação não é mantida, o funcionamento deixa de ser adequado. Cerca de 70% do nosso organismo é composto por água, e a pele depende diretamente dessa hidratação para manter sua função de proteção”, explica o especialista.

Danos do verão podem aparecer no outono

Além de intensificar o ressecamento, o período também costuma evidenciar danos acumulados ao longo do verão, especialmente relacionados à exposição solar.

Segundo o dermatologista, hábitos como o bronzeamento frequente podem contribuir para o chamado fotoenvelhecimento — processo que acelera o surgimento de manchas, rugas e alterações na textura da pele. Em pessoas com predisposição, a exposição excessiva ao sol também pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pele ao longo do tempo.

Estação é indicada para tratamentos dermatológicos

Por outro lado, o outono também é considerado um período estratégico para tratamentos dermatológicos. Com menor intensidade da radiação solar, a estação costuma ser indicada para procedimentos reparadores da pele.

Entre os tratamentos mais realizados nesse período estão procedimentos a laser e peelings químicos, que ajudam a melhorar a textura da pele e tratar manchas provocadas pela exposição ao sol.

Mesmo com a redução da incidência solar, especialistas recomendam manter cuidados básicos, como limpeza adequada da pele, uso regular de hidratantes e aplicação diária de protetor solar.

Idosos exigem atenção redobrada

O ressecamento também tende a ser mais intenso entre pessoas idosas. Com o avanço da idade, a pele produz menos óleo natural e perde parte da capacidade de reter água, o que aumenta a chance de descamação, coceiras e pequenas fissuras.

“A pele do idoso é naturalmente mais fina e sensível. No outono e no inverno, quando a umidade do ar cai, esses pacientes podem apresentar descamação mais evidente e até pequenas rachaduras, que aumentam o risco de infecções cutâneas”, afirma Fraga Filho.

Além dos cuidados com hidratantes e sabonetes suaves, o especialista destaca que a alimentação também influencia na saúde da pele. Uma dieta equilibrada, rica em alimentos frescos, contribui para manter a hidratação e o bom funcionamento do organismo.

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