
Sarampo
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A menos de 90 dias da Copa do Mundo de 2026, um outro tema começa a ganhar espaço fora dos estádios: o avanço do sarampo nas Américas. Com milhões de turistas circulando entre países durante o evento, autoridades de saúde veem risco de aumento na transmissão de uma doença altamente contagiosa, especialmente em regiões com baixa cobertura vacinal.
Dados da Sala Digital mostram que perguntas como “sarampo é perigoso?”, “vacina do sarampo reação” e “sintomas de sarampo em criança” tiveram um aumento nas buscas no Google no Brasil quando as pessoas procuram informações sobre a doença.
Ainda assim, a vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — aparece apenas na 20ª posição entre as mais buscadas no país, atrás de imunizantes como Covid, dengue e gripe.
Países em alerta e queda na vacinação
O cenário preocupa principalmente nos países que vão sediar a Copa. Segundo boletim da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS), em 2025, o México liderou os registros na região, com mais de 6 mil casos, seguido pelo Canadá (mais de 5 mil) e pelos Estados Unidos (mais de 2 mil).
A queda nas taxas de vacinação ajuda a explicar esse avanço. Para evitar a circulação do vírus, a Organização reforça que é necessário que pelo menos 95% da população esteja imunizada com duas doses. Nas Américas, no entanto, a cobertura ficou abaixo disso — cerca de 89% na primeira dose e apenas 79% na segunda.
Por que o sarampo preocupa tanto?
O sarampo é um dos vírus mais contagiosos que existem. Ele se espalha pelo ar, por gotículas e aerossóis, e pode permanecer ativo por até duas horas em ambientes fechados.
Os sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em casos mais graves, pode evoluir para pneumonia, encefalite e até levar à morte — não só em crianças, mas também em adultos.
Brasil reforça barreiras
Apesar do cenário internacional, o Brasil mantém o status de livre da circulação do sarampo, reconquistado em 2024. Ainda assim, o alerta é máximo. Até o momento, dois casos da doença foram registrados no país, ambos contraídos no exterior.
Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, em entrevista à Agência Brasil, o país tem intensificado ações de prevenção. “Por conta do cenário internacional, o Ministério está em alerta máximo. Nós vamos manter essa certificação, mas, para isso, precisamos continuar vacinando a população”, ressalta.
Entre as medidas estão campanhas em áreas de fronteira, vigilância ativa e bloqueio vacinal rápido em casos suspeitos, estratégia que busca conter a disseminação antes que ela avance.
A vacinação é a melhor forma de proteção para a doença e é oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 12 meses a 59 anos.

