Saúde

Tatuadora descobre terceiro seio na axila após dar à luz ao segundo filho

Condição rara, mas prevista pela medicina, pode se manifestar ou se tornar visível após a gravidez e a amamentação

Da redação
DA REDAÇÃO

03/02/2026 • 15:03 • Atualizado em 03/02/2026 • 15:03

Jasmine Mamiya

Jasmine Mamiya

Reprodução/TikTok

Resumo

O relato da tatuadora norte-americana Jasmine Mamiya viralizou nas redes sociais após ela descobrir, poucos dias depois do nascimento de seu segundo filho, um mamilo e tecido mamário extra na axila, identificado como “terceiro seio”.

A condição foi esclarecida por uma consultora de lactação, que explicou tratar-se de um mamilo supranumerário, variação anatômica que pode surgir ao longo da linha mamária e é normalmente benigna, afetando entre 1% e 6% da população.

A repercussão do caso trouxe à tona discussões sobre transformações corporais no pós-parto, com Jasmine abordando o tema de forma bem-humorada, informando que pretende remover o tecido no futuro e incentivando a normalização das mudanças do corpo feminino após a gestação.

A tatuadora norte-americana Jasmine Mamiya viralizou nas redes sociais ao relatar uma descoberta inusitada poucos dias após o nascimento de seu segundo filho: o surgimento de um mamilo e tecido mamário extra na região da axila, popularmente descrito por ela como um “terceiro seio”.

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O relato foi feito em um vídeo publicado no TikTok, gravado ainda no período pós-parto. Jasmine contou que, durante a internação hospitalar, conversava com uma consultora de lactação quando comentou sobre um volume persistente sob o braço, acompanhado de escurecimento da pele — alteração semelhante à que ocorre nos mamilos durante a gravidez.

Segundo a tatuadora, a profissional avaliou a região e explicou que não se tratava de gordura ou de uma simples alteração cutânea, mas de um mamilo supranumerário, estrutura anatômica que pode surgir ao longo da chamada “linha do leite”, faixa que vai da axila até a virilha e se forma ainda na fase embrionária.

“Ela disse com naturalidade que eu tinha um terceiro mamilo na axila. Aquilo me pegou completamente desprevenida”, relatou. O impacto da notícia, segundo Jasmine, foi intensificado pelo momento de vulnerabilidade do pós-parto, marcado por privação de sono e alterações hormonais intensas.

No vídeo, a tatuadora explicou que a região fica mais sensível e inchada quando está perto do horário das mamadas, mas afirmou que não pretende estimular o local, nem utilizar bomba de extração. “Qualquer estímulo pode incentivar produção de leite, e não é isso que eu quero”, disse.

Apesar do susto inicial, Jasmine adotou um tom bem-humorado ao longo do relato e afirmou que pretende remover o tecido cirurgicamente apenas após decidir não ter mais filhos. Para ela, o episódio se tornou também uma forma de alertar outras mulheres sobre mudanças corporais possíveis durante a gravidez e o puerpério.

O que diz a medicina

A condição relatada por Jasmine é conhecida na medicina como mamilo supranumerário (politelia) ou tecido mamário acessório (polimastia). Trata-se de uma variação anatômica relativamente rara, mas bem documentada, que ocorre quando partes da linha mamária embrionária não regridem completamente durante o desenvolvimento fetal.

De acordo com dados de instituições médicas internacionais, os mamilos supranumerários podem estar presentes em 1% a 6% da população. Na maioria dos casos, a pessoa já nasce com a estrutura, mas ela pode passar despercebida por anos, sendo confundida com manchas, pintas ou pequenas elevações na pele.

Mudanças hormonais — como as que ocorrem na puberdade, gravidez e amamentação — podem tornar o tecido mais evidente, causar escurecimento da pele, inchaço e sensibilidade, como aconteceu no caso da tatuadora.

Especialistas ressaltam que, na maior parte das situações, o tecido mamário acessório é benigno e não representa risco à saúde. No entanto, por responder a estímulos hormonais, pode provocar desconforto. Quando há incômodo físico ou estético, a remoção cirúrgica é considerada um procedimento simples e seguro.

Mudanças corporais no pós-parto

O caso de Jasmine reacendeu discussões nas redes sociais sobre transformações pouco faladas do corpo feminino após a gestação. Profissionais de saúde destacam que o puerpério envolve adaptações intensas e, muitas vezes, inesperadas, que variam de mulher para mulher.

Ao final do relato, a tatuadora reforçou a importância de normalizar essas mudanças. “O corpo muda, mas a vida continua. Isso não define quem você é”, afirmou.

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