Saúde

Vacina contra a bronquiolite: saiba quem deve se imunizar

Secretaria da Saúde de São Paulo distribuiu mais de 134 mil doses a 645 municípios; imunizante protege recém-nascidos contra infecções respiratórias graves.

Da redação
DA REDAÇÃO

08/12/2025 • 16:21 • Atualizado em 08/12/2025 • 16:21

Vacina

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Divulgação/PMC

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) iniciou a distribuição de mais de 134 mil doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aos 645 municípios paulistas. Este imunizante é destinado a todas as gestantes a partir de 28 semanas e deve ser aplicado em dose única a cada gestação, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações.

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A população estimada de gestantes no estado de São Paulo, por ano, supera a marca de 500 mil pessoas.

A imunização durante a gravidez tem o objetivo de estimular a produção de anticorpos, que são transferidos para o bebê ainda no útero. Essa transferência oferece proteção nos primeiros seis meses de vida da criança, período considerado de maior risco para o desenvolvimento de quadros graves de bronquiolite e pneumonia.

VSR e o aumento de casos em crianças

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é reconhecido como a principal causa de infecções respiratórias graves em bebês pequenos.

O estado tem registrado um aumento nas notificações. Em 2024, foram 6.219 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Já em 2025, até a última quarta-feira (3), o número de casos notificados subiu para 9.441, sendo que mais de 71% das ocorrências foram registradas em crianças com menos de um ano de idade.

Como se vacinar e orientações adicionais

Para receber a vacina, a gestante deve se dirigir a uma unidade de saúde e apresentar um documento com foto, além do registro do seu pré-natal.

É importante ressaltar que a vacina contra o VSR pode ser aplicada no mesmo dia de outros imunizantes recomendados durante a gestação, como a vacina contra influenza, Covid-19 e dTpa. A aplicação simultânea não compromete a segurança ou a eficácia dos imunizantes.

Cada município terá autonomia para definir a forma de organização e o fluxo de aplicação da vacina em suas respectivas unidades de saúde.

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