O agronegócio do Pará consolida sua posição de protagonismo no cenário nacional e internacional, impulsionado pela entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia em maio de 2026. O estado, que já apresenta um histórico de crescimento sólido, projeta uma nova fase de expansão nas exportações de proteínas e grãos, aproveitando a redução de tarifas e o acesso facilitado a um mercado consumidor de mais de 450 milhões de pessoas.
A força produtiva paraense se destaca pela diversificação. Atualmente, o estado detém a liderança absoluta na produção de itens fundamentais como açaí, dendê, mandioca e cacau.
Na fruticultura, o cultivo de abacaxi e banana também registra índices elevados de produtividade, enquanto a pecuária se mantém como um dos pilares econômicos, sustentada por um dos maiores rebanhos do Brasil, com destaque para a criação de búfalos e a produção intensiva em São Félix do Xingu.
Logística e análise econômica
O avanço da produção de grãos, especialmente soja e milho, é diretamente favorecido pela infraestrutura logística do Arco Norte. A utilização estratégica dos portos de Miritituba e Santarém otimiza o escoamento da safra, reduzindo custos e aumentando a competitividade do produto brasileiro no exterior. Esse cenário de eficiência logística é o que permite ao Pará absorver rapidamente as demandas geradas pelo novo tratado comercial.
O impacto financeiro dessa abertura de mercado já é visível nos indicadores recentes. Em 2025, as exportações do Pará para o continente europeu atingiram a marca de 4 bilhões de dólares, o que representou um crescimento de 10% em relação ao período anterior. Para a especialista, a tendência é de aceleração desses números, uma vez que a parceria internacional remove barreiras históricas para o setor produtivo da região norte.
Adriana Araujo reforça que o estado não apenas fornece volume, mas também excelência produtiva, o que é determinante para atender às exigências rigorosas de sustentabilidade e qualidade do mercado europeu. A integração entre a logística de escoamento e a alta capacidade de produção de proteínas coloca o Pará em um patamar estratégico para o balanço comercial brasileiro nos próximos anos.
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