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Agro brasileiro leva à COP30 propostas de produção sustentável e uso de IA

Embrapa e CNA apresentam documento com metas de baixa emissão, crédito verde e regularização fundiária para Amazônia

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 18:47 • Atualizado em 06/11/2025 • 18:47

Embrapa e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) levam à COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), em Belém (PA), um conjunto de propostas para enfrentar as mudanças climáticas e ampliar a sustentabilidade da produção agropecuária no país. O evento, que começa na próxima segunda-feira (10), deve discutir o papel do setor na transição para uma economia de baixa emissão de carbono. O que é COP 30? Entenda a cúpula ambiental da ONU.

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“Nesse documento a gente traz quais são o nosso foco, do ponto de vista da ciência, que a gente poderia contribuir para essa agricultura. Que precisa aumentar a produção, a produtividade, mas de maneira mais sustentável, não só do ponto de vista econômico, mas ambiental e social”, afirmou Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.

Entre as propostas estão a ampliação do uso de bioinsumos, a recuperação de áreas degradadas, o estímulo a energias limpas e a incorporação de inteligência artificial na agricultura. “Com a incorporação de novas técnicas, tecnologias, bioinsumos, recuperação de área degradada, áreas de reserva e áreas de proteção. O setor é uma verdadeira estufa a céu aberto, que sequestra carbono e enraíza no solo, produz alimento, bioenergia e fibras”, disse Daniel Vargas, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A CNA elaborou este documento com diretrizes para a conferência, que ainda incluem regularização fundiária e ambiental, crédito diferenciado para produtores da Amazônia, combate ao desmatamento ilegal e valorização da bioeconomia. “Nós já fazemos isso, como eu falo sempre, há pelo menos 25 anos com uma agricultura de baixa emissão de carbono e há pelo menos 50 anos cumprindo o código florestal mais restritivo do mundo”, afirmou Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da CNA.

Para o professor Roberto Rodrigues, também da FGV, ainda há desafios internos. "Levantamento ilegal, invasão de terra, incêndio criminoso, carimbo clandestino. Nós temos leis que não são cumpridas, inclusive com a organização."

Produtores defendem que a conferência também sirva para reconhecer boas práticas já adotadas. O produtor de café Carlos Coutinho, do Distrito Federal, é um exemplo. “Nas culturas de grãos do Cerrado, hoje tudo é plantio direto, que estão também evoluindo para a agricultura regenerativa e isso está ocorrendo também no café, por exigência dos consumidores.”

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