Resumo
Debate promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) reuniu produtores e lideranças do agronegócio para discutir os impactos da reforma tributária no setor rural, com foco nas preocupações sobre o novo modelo de tributação e possíveis aumentos nos custos de produção.
Isenção para pequenos produtores foi destacada por lideranças do setor, que ressaltaram que a agropecuária será taxada em 40% da taxa normal, enquanto produtores com faturamento anual de até R$ 3.000.600 serão excluídos da nova faixa de tributação, conforme explicou José Mario Schereiner.
Incidência de novos impostos sobre compra de máquinas e defensivos agrícolas gerou preocupação entre produtores, especialmente após safras difíceis, enquanto a necessidade de adaptação às novas regras fiscais, como a obrigatoriedade do CNPJ alfanumérico para todos os produtores, foi apontada pelo economista Renato Conchion como fundamental para a preparação até 2027.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) realizou um debate para discutir os impactos da reforma tributária no setor rural. O evento reuniu produtores e lideranças do agronegócio, que expressaram preocupações com a transição para o novo modelo de tributação e seus efeitos nos custos de produção.
Para as lideranças do setor, o momento exige atenção redobrada. “O setor agropecuário fez um excelente trabalho e conseguimos avançar muito. O setor, ele vai ter 40% da taxa normal, ele vai ser taxado em 40%. Mas mais que isso, nós conseguimos tirar os produtores que têm um faturamento anual de até 3000600. Eles vão”, explicou José Mario Schereiner, referindo-se à exclusão de pequenos produtores da nova faixa de tributação.
A incidência de novos impostos sobre a compra de máquinas e defensivos também preocupa os produtores, especialmente diante das dificuldades enfrentadas nas últimas safras. “Gera preocupação, uma atividade que já vem sofrendo nesses últimos 3 anos bastante com a carga tributária que está chegando aí”, diz a produtora rural Ana Paula Barbosa.
Durante o debate, ressaltou-se a necessidade de adequação às novas regras fiscais, especialmente com a adoção do CNPJ alfanumérico para todos os produtores rurais, inclusive os que atuam como pessoa física. “Ele vai ter um CNPJ vinculado à sua atividade rural e ele precisa saber dessas mudanças, de como isso vai ser afetado, esse período de teste, para que, de fato, em 2027, ele esteja preparado para essas novas realidades”, orientou o economista Renato Conchion.
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