
Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica e Japão lideram importações de café brasileiro
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O Brasil registrou um aumento de 3,6% nas exportações de café em maio, com o envio de 3,1 milhões de sacas (60 kgs) ao exterior. A Alemanha desponta como o país que mais compra cafés brasileiros. Entre janeiro e maio deste ano, foram 1,911 milhão de sacas.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), apesar do volume ser maior, a receita cambial recuou 16% e somou US$ 1,050 bilhão. Com o resultado do último mês, s embarques brasileiros de café chegam a 35,373 milhões de sacas nos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/2026. O resultado acumulado gerou US$ 13,612 bilhões ao país. Os números representam quedas de 17,7% em volume e de 0,7% em faturamento frente ao intervalo anterior.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Brasil exportou 14,745 milhões de sacas de café. O montante significa um declínio de 12,4% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. Os ingressos somaram US$ 5,552 bilhões no período, valor 14,6% menor do que o apurado em 2025.
Para o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado reflete o período de transição da entressafra para a chegada da nova colheita. A entressafra é o período entre o fim de uma colheita e o início da próxima, quando a oferta de produto costuma diminuir no mercado.
Ferreira explica que a leve alta em maio ocorre pela entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas. Os canéforas englobam as variedades de café conhecidas como conilon e robusta. Segundo ele, o mesmo movimento deve acontecer com o café arábica a partir do segundo semestre.
O dirigente projeta avanço nos embarques devido à expectativa de colheita recorde e ao clima favorável no cinturão cafeeiro. Ele pondera que tensões geopolíticas, incertezas comerciais nos Estados Unidos e gargalos nos portos brasileiros trazem prejuízos e atrasos. Ferreira aponta que o conflito no Oriente Médio encarece o frete marítimo global.
Destinos e tipos de café
Depois da Alemanha, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com a aquisição de 1,771 milhão de sacas, uma retração de 38,4%. O ranking dos cinco maiores destinos no período é completado por Itália, Bélgica e Japão.
O café arábica lidera as exportações no ano, com 11,126 milhões de sacas, representando 75,5% do total geral. Os canéforas registram crescimento expressivo de 86,5% no período, somando 1,891 milhão de sacas. O segmento de café solúvel e a indústria de café torrado completam a lista de embarques.
Os grãos diferenciados, que reúnem qualidade superior ou certificados sustentáveis, responderam por 17,6% dos envios totais. O setor gerou receita cambial de US$ 1,124 bilhão no primeiro quinquemestre.
O Porto de Santos segue como o principal escoadouro do produto no país, responsável por 72,8% do volume exportado. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 23,2%, seguido pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, com 1,1%.
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