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Alemanha é o país que mais importa café do Brasil em 2026

Em maio, Brasil exportou 3,1 milhões de sacas de café, mas receita recua diante do cenário de transição da entressafra

VIVIANE TAGUCHI

12/06/2026 • 05:30 • Atualizado em 12/06/2026 • 05:30

Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica e Japão lideram importações de café brasileiro

Alemanha, Estados Unidos, Itália, Bélgica e Japão lideram importações de café brasileiro

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O Brasil registrou um aumento de 3,6% nas exportações de café em maio, com o envio de 3,1 milhões de sacas (60 kgs) ao exterior. A Alemanha desponta como o país que mais compra cafés brasileiros. Entre janeiro e maio deste ano, foram 1,911 milhão de sacas.

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De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), apesar do volume ser maior, a receita cambial recuou 16% e somou US$ 1,050 bilhão. Com o resultado do último mês, s embarques brasileiros de café chegam a 35,373 milhões de sacas nos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/2026. O resultado acumulado gerou US$ 13,612 bilhões ao país. Os números representam quedas de 17,7% em volume e de 0,7% em faturamento frente ao intervalo anterior.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Brasil exportou 14,745 milhões de sacas de café. O montante significa um declínio de 12,4% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado. Os ingressos somaram US$ 5,552 bilhões no período, valor 14,6% menor do que o apurado em 2025.

Para o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado reflete o período de transição da entressafra para a chegada da nova colheita. A entressafra é o período entre o fim de uma colheita e o início da próxima, quando a oferta de produto costuma diminuir no mercado.

Ferreira explica que a leve alta em maio ocorre pela entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas. Os canéforas englobam as variedades de café conhecidas como conilon e robusta. Segundo ele, o mesmo movimento deve acontecer com o café arábica a partir do segundo semestre.

O dirigente projeta avanço nos embarques devido à expectativa de colheita recorde e ao clima favorável no cinturão cafeeiro. Ele pondera que tensões geopolíticas, incertezas comerciais nos Estados Unidos e gargalos nos portos brasileiros trazem prejuízos e atrasos. Ferreira aponta que o conflito no Oriente Médio encarece o frete marítimo global.

Destinos e tipos de café

Depois da Alemanha, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com a aquisição de 1,771 milhão de sacas, uma retração de 38,4%. O ranking dos cinco maiores destinos no período é completado por Itália, Bélgica e Japão.

O café arábica lidera as exportações no ano, com 11,126 milhões de sacas, representando 75,5% do total geral. Os canéforas registram crescimento expressivo de 86,5% no período, somando 1,891 milhão de sacas. O segmento de café solúvel e a indústria de café torrado completam a lista de embarques.

Os grãos diferenciados, que reúnem qualidade superior ou certificados sustentáveis, responderam por 17,6% dos envios totais. O setor gerou receita cambial de US$ 1,124 bilhão no primeiro quinquemestre.

O Porto de Santos segue como o principal escoadouro do produto no país, responsável por 72,8% do volume exportado. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 23,2%, seguido pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, com 1,1%.