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Brasil supera EUA e lidera exportações de algodão na safra 2025/26

Projeção aponta volume 18,9% superior ao dos EUA; produção nacional será a segunda maior da história, segundo dados da Conab e USDA

3 min

07/01/2026 14:05 • Atualizado há 288 dias

Brasil supera EUA e lidera exportações de algodão na safra 2025/26

Mesmo diante de um cenário de demanda moderada no comércio internacional, o Brasil consolidou seu papel de protagonista global na cotonicultura e deve manter a liderança nas exportações na safra 2025/26. A análise é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que apontam a competitividade e a escala produtiva como fatores decisivos para o país superar, mais uma vez, os Estados Unidos no envio da pluma ao exterior.

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O mercado brasileiro segue aquecido e focado no escoamento da safra. Embora a produção nacional possa registrar um leve recuo em comparação ao recorde anterior, os números indicam que esta será a segunda maior colheita da história do país.

As exportações continuam sendo o principal canal de saída para essa oferta volumosa, garantindo liquidez ao produtor rural. O desempenho reforça a estratégia do setor em investir não apenas em volume, mas em qualidade e confiabilidade de entrega.

Sustentabilidade e competitividade

Segundo os pesquisadores do Cepea, o destaque brasileiro no front externo não se deve apenas à quantidade produzida. O país tem avançado significativamente em quesitos exigidos pelos compradores internacionais, como rastreabilidade e sustentabilidade.

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Esses fatores agregam valor ao produto nacional, diferenciando o algodão brasileiro em mercados exigentes, como o asiático e o europeu. A capacidade de comprovar a origem e as boas práticas socioambientais tem sido um diferencial competitivo vital em um ambiente de demanda global mais contida.

Outro ponto de atenção para quem vive da agricultura é o mercado financeiro. O comportamento do dólar permanece como um fator decisivo para a remuneração dos negócios.

Especialistas alertam que é essencial que o produtor acompanhe a paridade de exportação — cálculo que compara o preço do produto no mercado interno com o valor que ele teria se fosse exportado — para tomar as melhores decisões de venda.

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Mudanças no mapa da produção

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam ajustes na geografia do cultivo do algodão para o ciclo 2025/26. A área total cultivada deve apresentar um crescimento tímido de 0,7% em relação à temporada passada, totalizando 2,1 milhões de hectares. No entanto, há uma mudança importante na distribuição das lavouras:

  • Norte e Nordeste: A região deve registrar um avanço de 4% na área plantada.
  • Centro-Sul: Estima-se uma retração de 0,4%.

A produtividade média das lavouras é estimada pela Conab em 1.885 quilos por hectare, o que representa uma queda de 3,5% em comparação à safra anterior. Como reflexo, a produção total de pluma deve atingir 3,96 milhões de toneladas, um recuo de 2,9% no comparativo anual.

Brasil x Estados Unidos

No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um ligeiro aumento na oferta mundial da fibra, na ordem de 0,4% em relação ao ciclo 2024/25.

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Nesse contexto, a liderança brasileira nas vendas externas ganha ainda mais relevância. As projeções indicam que o Brasil exportará 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Esse volume representa um crescimento expressivo de 11,4% sobre a safra anterior e coloca o país com uma vantagem de 18,9% sobre os Estados Unidos. Os norte-americanos, históricos concorrentes do Brasil nesse mercado, têm previsão de embarcar 2,656 milhões de toneladas.

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