
Mandioca biofortificada é aliada da segurança nutricional
Divulgação/Embrapa
Resumo
Evento e Localização: A biofortificação de alimentos será destacada na AgriZone durante a COP30 em Belém, de 10 a 21 de novembro, com acesso público e gratuito.
Benefícios da Biofortificação: A técnica, que aumenta vitaminas e minerais em cultivos básicos, é usada em 41 países, beneficiando mais de 360 milhões de pessoas, e é apoiada pela FAO.
Impacto Climático e Educação: A biofortificação pode contrabalançar a perda de nutrientes em plantas devido ao aumento de CO2 e condições climáticas adversas. A Embrapa oferece cursos para produção de alimentos biofortificados e discutirá o tema na COP30.
A biofortificação de alimentos será apresentada na AgriZone, uma vitrine de tecnologias, ciência e cooperação internacional, coordenada pela Embrapa e instalada especialmente para a COP30, na área da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, aberta ao público de 10 a 21 de novembro, das 10h às 18h.
Os alimentos biofortificados fazem parte de uma estratégia de segurança alimentar e nutricional que aumenta os teores de vitaminas e minerais em cultivos básicos. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a biofortificação é aplicada em 41 países e beneficia mais de 360 milhões de pessoas em todo o mundo.
Entre as consequências das mudanças climáticas, o aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pode resultar na redução de nutrientes em plantas alimentícias e a biofortificação pode ajudar a mitigar esses efeitos, tornando as culturas mais resistentes a condições climáticas adversas, como secas e altas temperaturas. “Além disso, a biofortificação garante o acesso a alimentos mais nutritivos, especialmente para populações vulneráveis que dependem de culturas locais para sua alimentação. Em resumo, a biofortificação é uma ferramenta importante para mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas na produção de alimentos e na segurança alimentar, protegendo a saúde e o bem-estar das populações”, explica a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marilia Nuti.
A Embrapa já desenvolveu pelo menos três cursos para ensinar agricultores familiares e instituições a produzirem alimentos biofortificados, como o feijão, macaxeira e a batata-doce. Na COP 30, a Embrapa apresentará o programa no painel “Biofortificação – cultivos nutritivos e resilientes”, conduzido por Marilia Nuti, dentro da programação técnica da AgriZone, dia 13 de novembro, no auditório 3, de 11h20 às 12h35.
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