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Arroba do boi gordo atinge R$ 356 e bate recorde histórico em março

Média mensal superou os R$ 350 impulsionada pela baixa oferta e demanda externa aquecida; patamar real é o maior registrado pelo Cepea desde 2022

Da redação
DA REDAÇÃO

02/04/2026 • 10:37 • Atualizado em 02/04/2026 • 10:37

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Resumo

Preço da arroba do boi gordo atingiu R$ 356,00 no fim de março, maior valor nominal da série histórica do Cepea, com média mensal de R$ 350,18, superando o mês anterior e marcando o maior patamar real desde 2022.

Fatores como oferta reduzida de animais prontos para abate, manutenção das pastagens devido às chuvas e demanda externa aquecida sustentaram o aumento, obrigando compradores a reajustar valores para garantir suprimento.

Cenário proporcionou melhora nas margens dos pecuaristas, mas a continuidade da valorização depende do fluxo de exportações, regularidade das chuvas e consumo interno, com o setor atento a custos de insumos e contexto geopolítico.

O preço da arroba do boi gordo atingiu o maior valor nominal da série histórica do Cepea no encerramento de março. Mesmo com as incertezas globais e o conflito no Oriente Médio, o mercado pecuário brasileiro manteve-se firme, impulsionado pela baixa oferta de animais prontos para o abate e pela forte demanda externa.

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Boi gordo tem maior valor nominal da história e arroba chega a R$ 356

Preço médio em março superou os R$ 350, impulsionado por baixa oferta e demanda externa aquecida; patamar real é o maior desde 2022.

O preço da arroba do boi gordo encerrou o mês de março de 2026 com o maior valor nominal da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), atingindo R$ 356,00 no último dia do mês. A média mensal de março fixou-se em R$ 350,18, superando os R$ 342,25 registrados em fevereiro.

Segundo pesquisadores do Cepea, o setor pecuário nacional demonstrou resiliência diante das incertezas causadas pelo atual conflito no Oriente Médio. Em termos reais — com valores deflacionados pelo IGP-DI —, a média alcançada em março é a maior registrada desde fevereiro de 2022.

Entenda a alta nos preços

A firmeza nos preços durante o mês foi sustentada por uma combinação de fatores climáticos e de mercado. As chuvas frequentes favoreceram a manutenção das pastagens, o que permitiu aos pecuaristas segurarem os animais no campo por mais tempo.

Essa estratégia reduziu a oferta de animais prontos para o abate ao longo de março. Com as escalas de abate curtas, os compradores e frigoríficos precisaram aplicar reajustes sucessivos no valor pago pela arroba para garantir o suprimento.

A demanda externa também desempenhou um papel fundamental para manter o mercado aquecido, absorvendo a produção nacional e pressionando os preços para cima.

O impacto para o produtor e o mercado

Para o pecuarista, o cenário de março refletiu uma melhora nas margens, embora o setor ainda monitore os impactos dos custos de insumos e as movimentações geopolíticas.

A série histórica do Cepea, que serve como principal referência para o mercado físico do boi gordo no Brasil, reforça o momento de valorização do ativo pecuário. Especialistas apontam que a manutenção desse patamar dependerá da continuidade do fluxo de exportações e da regularidade das chuvas nas principais regiões produtoras.

Com o encerramento das escalas de março, o mercado inicia o próximo período atento à capacidade de consumo do mercado interno e à evolução dos embarques para o exterior, que continuam sendo o principal motor do setor.

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