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Arroz: preços sobem em fevereiro no RS após resistência de produtores

Ritmo de negócios seguiu lento no mercado gaúcho ao longo do mês; produtores mostram insatisfação com valores praticados

Da redação
DA REDAÇÃO

04/03/2026 • 10:14 • Atualizado em 04/03/2026 • 10:14

Arroz

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Resumo

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresentou baixa liquidez e leve alta nos preços em fevereiro, devido à resistência dos produtores em ofertar grandes volumes no mercado spot e à preferência das indústrias por compras pontuais para ajustar estoques, aguardando a nova safra.

O levantamento do Cepea indicou insatisfação dos orizicultores com os valores praticados, o que restringiu a oferta do grão, enquanto o Indicador CEPEA/IRGA-RS fechou o mês em R$ 54,80 por saca de 50 kg, representando alta de 2,78% em relação ao mês anterior.

A influência das cotações do arroz no Rio Grande do Sul sobre o consumidor final pode impactar os preços nos supermercados, sendo que a entrada da nova safra e o acompanhamento das commodities são fatores essenciais para definir o ritmo das negociações e a estabilidade dos preços no primeiro semestre de 2026.

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registrou baixa liquidez e leve alta nos preços durante o mês de fevereiro. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário foi motivado pela resistência dos produtores em ofertar grandes volumes no mercado spot. O termo "spot" refere-se a negociações de curto prazo, com entrega e pagamento imediatos da mercadoria.

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Segundo o levantamento realizado pela instituição, parte dos orizicultores — produtores especializados no cultivo de arroz — demonstrou insatisfação com os valores vigentes no mercado. Essa postura restringiu a oferta do grão, enquanto as indústrias optaram por aquisições pontuais para o ajuste de estoques, priorizando volumes já depositados e aguardando a entrada da nova safra.

Indicador Cepea e variação mensal

A média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (referente a 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou o mês em R$ 54,80 por saca de 50 kg. O valor representa um avanço acumulado de 2,78% em comparação ao mês anterior, quando a média registrada foi de R$ 53,38 por saca.

Apesar da reação observada em fevereiro, os pesquisadores ressaltam que os preços do cereal ainda se mantêm em patamares considerados historicamente baixos. A dinâmica reflete um período de transição no campo, onde o setor industrial monitora o início da colheita para definir novas estratégias de compra.

Perspectivas para o mercado de arroz

Para o consumidor final, a variação nas cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul é um dado relevante, uma vez que o estado é o principal produtor do grão no Brasil. Mudanças nos preços pagos ao produtor podem influenciar o custo do produto nas prateleiras dos supermercados nos próximos meses.

O acompanhamento das safras e das cotações de commodities — produtos básicos de origem agrícola ou mineral negociados globalmente — é fundamental para entender a inflação de alimentos. No caso do arroz gaúcho, a entrada consistente da nova safra deve ditar o ritmo das negociações e a estabilidade dos preços no mercado interno ao longo do primeiro semestre de 2026.