Agroband

Azeite teve 11 quedas de preço consecutivas e ficou 25% mais barato

Produto registrou recuo por 11 meses consecutivos em 2025; isenção de imposto e safra europeia explicam a deflação, diz APAS

VIVIANE TAGUCHI

02/02/2026 • 19:17 • Atualizado em 02/02/2026 • 19:17

Azeite foi um dos itens do supermercado que mais teve redução de preços em 2025

Azeite foi um dos itens do supermercado que mais teve redução de preços em 2025

Reprodução

Resumo

O azeite de oliva registrou 11 quedas consecutivas de preços em 2025, acumulando deflação de 25,02% segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), e influenciando a redução geral de 4,93% na subcategoria de óleos.

A normalização da produção europeia após quebras de safra em 2024 e a isenção da alíquota de importação pelo governo federal foram os principais fatores responsáveis pela queda dos preços, conforme análise do economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz.

A deflação do azeite trouxe alívio para as famílias brasileiras após anos de alta, sendo monitorada pelo IPS, que acompanha mensalmente as variações de preços nos supermercados do estado de São Paulo.

O azeite de oliva registrou 11 quedas consecutivas de preços no ano passado, uma das maiores quedas entre os itens comercializados nos supermercados no ano passado. De acordo com o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), apurado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fipe, o produto acumulou uma deflação de 25,02% no ano passado.

Compartilhar

O recuo foi consolidado após 11 meses consecutivos de quedas nas prateleiras. Somente no mês de dezembro de 2025, o azeite apresentou uma retração de 3,02%. Esse movimento contribuiu diretamente para o resultado da subcategoria de óleos, que fechou o período com uma queda geral de 4,93%.

Por que o preço do azeite caiu?

A trajetória de queda nos preços é explicada por uma combinação de fatores externos e medidas governamentais adotadas no Brasil. Segundo o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a retomada da produção europeia foi um dos principais pilares para essa redução.

Após quebras de safra severas registradas na Europa ao longo de 2024, a oferta internacional começou a se normalizar em 2025. "A partir de março de 2025, houve uma redução gradual no preço, impulsionado pela retomada da produção europeia", detalha Queiroz.

Outro fator decisivo para o alívio no bolso do brasileiro foi a isenção da alíquota sobre a importação do produto, implementada pelo governo federal. A medida ajudou a reduzir o custo de entrada do azeite no mercado nacional, repassando a economia ao consumidor final.

Alívio após período de alta

A deflação registrada em 2025 representa um alívio significativo para as famílias, especialmente após o azeite ter passado por um longo período de forte pressão inflacionária. Em anos anteriores, problemas climáticos em grandes produtores mundiais, como Espanha e Grécia, haviam disparado as cotações do produto.

O IPS, levantamento que baseia esses dados, monitora mensalmente as variações de preços nos supermercados do estado de São Paulo para oferecer um panorama real do poder de compra e das tendências de consumo.