O preço dos alimentos é motivo de precupação para consumidores, produtores e comerciantes em todo o país. Nas últimas semanas, quem foi às feiras, mercados e hortifrutis percebeu o impacto direto da alta nos preços de itens básicos da alimentação, como cebola, batata e tomate.
Segundo dados registrados na Ceagesp, maior centro de abastecimento do Brasil, alguns dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros tiveram aumentos expressivos em junho. A batata liderou as altas, com acréscimo de 34% no preço. O tomate também registrou valorização significativa, subindo 23%. Já a cebola ficou 16,5% mais cara no período. Em alguns estabelecimentos, como relatou uma consumidora, “a mercadoria passou, por exemplo, a cebola 45 real o quilo na loja.”
Consumidores relatam dificuldade para equilibrar o orçamento diante da elevação dos preços. “Fui no mercado, fui no hortifruti, fui na feira e está tudo muito caro”, desabafou uma cliente. O impacto é notado no bolso de quem precisa garantir a alimentação básica da família.
A alta nos preços é resultado de fatores climáticos que prejudicaram a produção em diversas regiões do país. “Carregar em roça por conta que maduração não tem muita chuva, às vezes dá muita perca em roças, e aí... Conforme chuvas, o clima que a gente está passando agora é... Fica um pouco mais complicado, né, para a gente? Tipo, fica uma coisa muito pouca e aí é naquela falta aí os preços está subiu”, explicou um produtor. A irregularidade das chuvas reduziu a oferta, pressionando os preços para cima.
Por outro lado, a laranja foi uma das exceções e apresentou queda de 3% no preço. O movimento, segundo produtores, está relacionado ao aumento dos estoques e à alta oferta do produto. “Como choveu muito, né? Nas últimas semanas que que acontece isso? Acaba estragando... Estava com estoques muito alto e um preço muito alto, então isso pressionou os preços para baixo.”
Especialistas apontam que as oscilações nos preços e na oferta dos produtos geralmente aparecem primeiro na Ceagesp, antes de chegarem às feiras e supermercados. A expectativa agora é acompanhar o comportamento da produção e do clima nas próximas semanas para avaliar se a tendência de alta nos alimentos deve continuar.
Enquanto isso, consumidores seguem buscando alternativas para contornar a alta dos preços, fazendo contas e ajustando o consumo para garantir o essencial na mesa.
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