Resumo
Setor agropecuário brasileiro lidera a produção de biogás, com mais de 1.600 plantas instaladas e crescimento médio anual de 20% nos últimos cinco anos, utilizando resíduos orgânicos para gerar energia elétrica, adubo e biofertilizante, apesar de exigir investimentos superiores a R$ 3 milhões por unidade.
Matriz energética nacional apresenta 50% de fontes renováveis, sendo mais de 60% provenientes do agronegócio por meio de etanol, biogás e biometano, o que garante vantagem estratégica ao Brasil diante da Europa na transição energética pela disponibilidade de biomassa.
Estado de São Paulo destaca-se com projeto pioneiro em Presidente Prudente, onde investimento de R$ 12 milhões viabiliza a primeira rede urbana de abastecimento com biometano, beneficiando 5.000 pessoas e 58 estabelecimentos, com previsão de expansão para outros municípios.
O biogás está impulsionando a transição energética no Brasil, com o setor agropecuário liderando a produção dessa fonte renovável. Atualmente, o país já conta com mais de 1.600 plantas de biogás instaladas, apresentando um crescimento médio anual de 20% nos últimos cinco anos.
Biogás no agronegócio: energia e sustentabilidade
A produção de biogás no campo utiliza diversos tipos de materiais orgânicos. Em propriedades produtoras de suínos, por exemplo, o combustível é gerado a partir dos dejetos dos animais. O processo envolve o alojamento dos porcos em galpões e o tratamento dos resíduos em tanques, onde ocorre a decantação para separar a parte sólida da líquida.
Deste processo, resultam três frentes de aproveitamento:
- Energia elétrica: gerada pela queima dos gases.
- Adubo: produzido a partir dos resíduos sólidos.
- Biofertilizante: a parte líquida serve como fertilizante de alta qualidade para as pastagens, eliminando a necessidade de correções químicas no solo.
O investimento em sistemas de biogás é significativo, com custos que podem ultrapassar R$ 3 milhões por unidade. No entanto, a eficiência energética é alta, contribuindo para que 85% dos 220 gigawatts produzidos no Brasil tenham origem em fontes sustentáveis.
Protagonismo brasileiro frente à Europa
A matriz energética brasileira é 50% renovável, sendo que, desse total, mais de 60% provêm do agronegócio via etanol, biogás e biometano. Especialistas apontam que a força da agricultura e pecuária nacional coloca o Brasil em vantagem estratégica sobre a Europa, que não possui o mesmo volume de biomassa disponível para a transição energética.
Pioneirismo em Presidente Prudente
São Paulo, estado líder na produção nacional de biogás, abriga um projeto pioneiro em Presidente Prudente. A cidade iniciou as obras para ser a primeira do país a utilizar o biometano no abastecimento urbano, com uma rede de 40 quilômetros conduzida por uma empresa privada.
Com um investimento de R$ 12 milhões, o sistema deve atender cerca de 5.000 pessoas e 58 estabelecimentos, incluindo hospitais, shoppings e hotéis. O planejamento prevê a interligação de outros municípios nos próximos anos, promovendo inovação e sustentabilidade para a região.
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