
Wagyu tem a carne mais marmorizada entre as raças bovinas e por isso é tão cara
Divulgação/Yakult
A carne Wagyu, famosa mundialmente pelo alto grau de marmoreio — pequenas quantidades de gordura entremeadas nas fibras musculares —, conquistou o paladar brasileiro. Embora seja um produto de nicho, o interesse por esse tipo de carne cresce entre consumidores que buscam experiências gastronômicas diferenciadas e maior qualidade na mesa.
Originária do Japão, a raça Wagyu foi introduzida no Brasil na década de 1990, com a Fazenda Yakult, em Bragança Paulista (SP), atuando como pioneira na importação de animais, embriões e sêmen para iniciar o melhoramento genético no país.
O diferencial desse gado está na capacidade genética de depositar gordura dentro do músculo, e não apenas na cobertura externa. Esse processo resulta em uma carne extremamente macia, suculenta e com sabor acentuado, características que a colocam no topo da pirâmide de preços do mercado.
Diferente de raças comerciais como o Nelore, o rebanho Wagyu no Brasil ainda é restrito. Estima-se que existam cerca de 7 mil animais puros (puros de origem) e aproximadamente 50 mil animais com algum grau de sangue da raça, resultado de cruzamentos com animais como Angus ou Brangus.
Por ser uma produção limitada e que exige manejo especializado, o custo final ao consumidor é elevado. Os valores de mercado podem variar significativamente dependendo do corte e da origem do produto:
Cortes nacionais: Podem ser encontrados entre R$ 180,00 e R$ 300,00 o quilo.
Cortes importados: Carne trazida diretamente do Japão, com graus de marmoreio superiores, já atingiu o patamar de R$ 450,00 por quilo no mercado brasileiro.
Apesar do preço alto, especialistas do setor destacam que a carne Wagyu é indicada para ocasiões especiais ou para quem deseja vivenciar um padrão de qualidade superior ao das carnes tradicionais vendidas no varejo.
O mercado brasileiro segue em desenvolvimento, com criadores focados na expansão da genética e frigoríficos investindo em abates especializados para garantir a integridade do produto até chegar ao prato. A tendência é que, com o aprimoramento contínuo do rebanho nacional, o acesso a esses cortes premium se torne um pouco mais constante em empórios e restaurantes especializados.
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